O projeto de lei do Ministério Extraordinário dos Esportes que propõe uma profunda reformulação no esporte brasileiro vai ser rejeitado se for votado em regime de urgência. A afirmação é do deputado federal e vice-presidente de futebol do Vasco da Gama, Eurico Miranda, um dos líderes do lobby da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que percorre o País em busca de apoio político, concorda. ‘‘Com urgência, não passa’’, garante.
Pela avaliação de Miranda, as matérias polêmicas derrubarão a proposta. Na sua opinião, não há hipótese de o projeto ser votado em 45 dias. Embora o deputado demonstre confiança num possível veto, caso o regime de urgência não seja derrubado, os dirigentes da CBF lutam para adiar a votação e possibilitar o debate dos temas considerados polêmicos. A expectativa dos parlamentares que defendem os interesses da CBF é que a comissão que vai analisar o texto esteja constituída até terça-feira. Eurico Miranda, que apresentou 17 emendas ao projeto, está convencido de que as propostas apresentadas por Pelé serão bastante modificadas.

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