São Paulo, 03 (AE) - Desde que chegou ao Palmeiras, há três anos, Euller sempre foi apontado como um bom reserva, jogador útil para ficar no banco, e entrar durante a partida para explorar sua velocidade. Neste Torneio Rio-São Paulo, depois da reformulação no elenco do Alviverde, com as saídas dos atacantes Paulo Nunes, Evair, Oseas e Edmílson, Euller tem a oportunidade de finalmente ser titular da equipe. Mais do que isso: o atacante é um dos artilheiros da competição, disputando a liderança com Romário, do Vasco, e França, do São Paulo. Cada um tem cinco gols.
"Chegou o momento de eu ser efetivado na equipe", diz o atacante, que deverá ser uma das armas do técnico Luiz Felipe Scolari na partida deste sábado à tarde contra o Vasco, no Palestra Itália. "Comecei bem a temporada e estou confiante no meu futebol." Euller só não tem a pretensão de ser o artilheiro do Rio-São Paulo.
Ele reconhece que não tem a função de um atacante que atua mais fixo na área, como Romário e França. Ele explica que sua característica é diferente dos dois atacantes. "Eu mais preparo as jogadas para os meus companheiros, do que faço os gols", diz o atacante, que na goleada do Palmeiras sobre o Fluminense por 6 a 2, marcou pela primeira vez quatro gols numa única partida. Seu recorde tinha sido três gols. "Acima de tudo, quero lutar pelo título de campeão do torneio, e ganhar um lugar na equipe."
Aos 28 anos, Euller garante que pode adquirir nesta temporada uma forma física e técnica tão como boa, como ocorreu em 1994, quando atuava pelo São Paulo. Nessa época, Euller justificou a fama que trouxe do futebol mineiro como o "filho do vento", por causa da facilidade em fazer as jogadas em velocidade. "Eu fazia no São Paulo 60 metros em 6,9 segundos, uma marca realmente excelente", diz o atacante, que, alegando questão ética, não revela seu tempo atual para esse tipo de teste.
"Estou mantendo o nível." Euller foi o primeiro reforço que chegou ao Palmeiras em 1997, indicado por Luiz Felipe Scolari, logo a pós a contratação do treinador. No ano seguinte, ele transferiu-se para o futebol japonês, onde sofreu uma contusão no joelho, semelhante ao problema que Raí, do São Paulo, sofreu. O atacante teve de ser submetido a uma cirurgia e ficou afastado oito meses do futebol. O atacante viveu um drama nesse período.
"Mas, graças a Deus, com trabalho e persistência, dei a volta por cima", destaca o atacante, que quer um futebol ofensivo do Palmeiras este sábado à tarde. "Não podemos começar perdendo, para depois tentar virar o resultado, como ocorreu nos jogos anteriores, porque o desgaste da equipe é maior."

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