Eufóricos, coreanos querem eliminar a Espanha
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quinta-feira, 20 de junho de 2002
Agência Folha 
Seul - Em busca de uma vaga nas semifinais, dois países que tratam o torneio de forma bem diferente se enfrentam às 3h30 da madrugada de amanhã, em Gwangju, na Coréia do Sul. Para a Coréia do Sul, mesmo que o futebol divida com outros esportes a preferência local, o torneio causa comoção, com mortes de parada cardíaca durante os jogos. Já na Espanha, país com alguns dos torcedores de clubes mais fanáticos do planeta, o Mundial é visto por muitos com indiferença.
Após vitórias sobre Portugal e Itália, esta última na morte súbita, a Coréia vê a febre do futebol, que levou 4 milhões às ruas após o último feito, movimentar até a dinâmica economia do país.
No caso de modelos mais caros, a venda de televisores cresceu 250% nas últimas duas semanas. As grandes empresas coreanas aproveitam o sucesso da seleção local para fazer promoções. A Hyundai, por exemplo, tem usado os resultados nas propagandas de seus automóveis até no Brasil.
Na Espanha, nada disso ocorre. Mesmo com a boa campanha do país, que, se avançar, será semifinalista pela primeira vez desde 1950, os jogos do time na televisão têm dado audiência só regular. A dramática vaga obtida nos pênaltis sobre a Irlanda teve audiência de 13 milhões de pessoas (um terço da população), mesmo num domingo às 13h30 na Espanha.
O reflexo do clima em seus países fica claro nos atletas. Contagiados, os sul-coreanos esbanjam otimismo. Não tememos a Espanha, disse o meia Yoo Sang-chul.
Após usar cinco atacantes na etapa final para virar o jogo contra a Itália, pelas oitavas, o técnico Guus Hiddink pressionará novamente. Vamos tomar a iniciativa desde o começo, disse o holandês, que, depois de ser demitido do Betis (Espanha), foi para a Coréia, onde virou herói nacional.
Já do lado europeu, a cautela é maior. Além disso, existe o temor que a euforia com a Copa vivida na Coréia influencie a arbitragem. Um estádio cheio pode afetar os juízes, avaliou, preocupado, o técnico José Antonio Camacho.
Em Gwangju
Espanha
Casillas; Puyol, Hierro, Helguera e Juanfran; Baraja, Luis Enrique, De Pedro e Valerón; Raúl (Luque) e Morientes. Técnico: José Antonio Camacho
Coréia do Sul
Lee Woon-jae; Kim Tae-young (Hwang Sun-hong), Hong Myung-bo e Choi Jin-cheul; Kim Nam-il (Lee Chun-soo), Yoo Sang-chul, Song Chong-gug, Seol Ki-hyeon e Lee Yong-pyo; Jung Hwan Ahn e Park Ji-sung. Técnico: Guus Hiddink
Árbitro: Gamal Ghandour (Egito)
Estádio: Da Copa do Mundo de Gwangju
Horário: 3h30 (horário de Brasília)


