EUA fecham o cerco contra o doping
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terça-feira, 09 de dezembro de 2003
Agência Folha 
São Paulo - Atletas norte-americanos que forem flagrados pela primeira vez pelo uso de esteróides anabólicos serão banidos do esporte. A punição, aprovada ontem pela Federação de Atletismo dos EUA (USATF) com apenas um voto contrário, é a cereja no bolo da reação da entidade aos seguidos escândalos de doping neste ano. A USATF havia anunciado em outubro um programa de ''tolerância zero'' para combater a disseminação de esteróides anabólicos.
A suspensão dos atletas e até de seus técnicos pelo resto da vida, no entanto, ainda terá de superar algumas barreiras legais. Além de precisar do aval da Associação das Federações Internacionais de Atletismo (Iaaf), a pena não pode ferir o código que rege os esportes amadores nos EUA. Segundo o texto, nenhuma federação esportiva do país pode impor sanção mais severa do que a de seu superior internacional.
Com a Iaaf, o USATF quer conseguir a alteração na redação do código, que passaria a prever, para o primeiro flagra, pena de dois anos a até o banimento. Por causa das brechas legais, os norte-americanos não têm ainda o apoio da Agência Mundial Antidoping, que tem uma onda negativa de protestos por parte dos atletas.
O movimento que culminou com a radicalização da USATF teve início com a série de escândalos revelados neste ano. Em abril, Wade Exum, diretor de controle de drogas do Usoc de 1991 a 2000, revelou que cerca de cem atletas dos EUA foram a uma Olimpíada mesmo após terem sido flagrados em antidopings. Entre eles estava Carl Lewis, maior nome do atletismo do país. Após o Mundial de Paris, em agosto, o jornal ''Los Angeles Times'' revelou que o velocista dos EUA Jerome Young competiu em Sydney-2000 mesmo após ter testado positivo para nandrolona.
Mas caso mais grave foi a descoberta do THG, um novo esteróide anabólico até então não detectado nos testes. Por causa da nova droga, foram realizados novos exames em amostras de urina guardadas após os Mundiais de Atletismo e Natação de 2003. Nas pistas, apareceram dois casos.


