Los Angeles - Estados Unidos e Colômbia abrem, hoje, a Copa América Centenário que esteve ameaçada de cancelamento. O torneio foi confirmado com meses de atraso em relação ao prazo, mas que, agora, tem objetivos grandiosos. Os norte-americanos, que sediam a competição, querem fazer dela um sucesso de público e de organização, sedentos que estão de realizar a Copa do Mundo de 2026. A Conmebol, que comemora o seu centenário e o do próprio torneio, espera começar a recuperar a imagem, profundamente abalada por escândalos de corrupção.
A partida entre os anfitriões e os colombianos, às 22h30 (de Brasília), em Santa Clara, na Califórnia, será a primeira das 32 que serão realizadas pelo torneio até 26 de junho. São 16 seleções, as 10 da América do Sul e seis ligadas à Concacaf, divididas em quatro chaves na primeira fase.
A Copa América Centenário foi uma das competições das quais a cartolagem sul-americana e também da América Central se aproveitou para cobrar propinas na venda dos direitos de transmissão e de marketing. Cálculos iniciais e conservadores do FBI dão conta de que o suborno, neste caso específico, alcançou pelo menos US$ 110 milhões.
Para os organizadores locais e os envolvidos com a promoção do torneio, os problemas da Conmebol, e da Concacaf, não são deles. O que lhes interessa é fazer a Copa América Centenário um sucesso de público, nos estádios e via TV. Na última quarta-feira, a marca de 1 milhão de ingressos já vendidos foi bastante comemorada. E o objetivo é dobrá-la ou, pelo menos, bater na casa de 1,5 milhão de entradas vendidas.

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