O fantasma de 2014 passeou pelo Allianz Parque ontem à noite e o resultado obtido pelo Palmeiras diante dos reservas do Atlético- MG ficou longe do ideal, mas o Brasileirão deste ano começou com o time lutando até o último instante - literalmente - para arrancar um ponto de uma atuação muito abaixo da média.
Rafael Marques aproveitou cruzamento de Kelvin para definir o empate por 2 a 2 aos 49 minutos do segundo tempo, quando o Verdão já não tinha volantes em campo e o zagueiro Vitor Hugo havia se transformado em centroavante. Explosão da torcida "comum", que foi à forra contra as organizadas, que abdicaram de apoiar e ficaram em silêncio durante todo o tempo para reclamar do preço dos ingressos na arena.
Foi um jogo eletrizante, sobretudo no segundo tempo. Quando Patric arrancou livre pela Avenida Zé Roberto aos 5 minutos do segundo tempo e venceu Fernando Prass com um tiro cruzado, como ele mesmo fez com a camisa do Sport, na inauguração do estádio, o filme do ano passado passou pela cabeça do palmeirense. Foi só o Brasileirão começar para o sofrimento voltar com tudo?
Porque até ali o time reserva atleticano era muito mais organizado que os titulares alviverdes, tanto que a melhor chance do primeiro tempo havia sido de Maicosuel, barrado por uma grande defesa de Prass.
Valdivia, apagadíssimo, saiu vaiado como quase nunca para Egídio estrear e tentar fechar os espaços que Zé Roberto deixava abertos. Oswaldo também tirou Dudu e Gabriel, o único volante de marcação, para colocar Kelvin e Alan Patrick. O Palmeiras se escancarou para buscar o empate. E buscou com um gol de cabeça de Vitor Hugo, aos 36.
Mas ainda havia tempo para mais, muito mais. Jô despejou um balde de água fria sobre o ímpeto dos mandantes ao receber de Josué e tocar na saída do goleiro, aos 40. Os mineiros, aproveitando o silêncio do lado oposto, já comemoravam a estreia com o pé direito quando Rafael Marques fez o gol que transformou uma derrota decepcionante em um empate que causou até um certo alívio.
Ao Atlético-MG, resta comemorar por pontuar fora de casa diante de um dos possíveis postulantes ao título mesmo com as atenções totalmente voltadas à Libertadores. Além disso, são sete vitórias do Galo e um empate nos últimos oito confrontos com o Verdão, o que configura o maior tabu da história do duelo.
Ao Palmeiras, resta torcer para que dias mais calmos venham.

Imagem ilustrativa da imagem EU ACREDITO!
mockup