Estupidez e retrocesso, diz Lélio César
A decisão da Fundação de Esportes de Londrina (FEL) de não participar mais dos Jogos Abertos do Paraná é ''uma estupidez'', ''um retrocesso'' e ''um desrespeito com a história dos JAP's''. A opinião é de Lélio César, que foi coordenador de esportes do Estado na administração do governador José Richa, de 1983 a 1987, quando foram criados os Jogos da Juventude do Paraná (Jojup's) e iniciada a regionalização dos JAP's.
''Como considerar falida uma competição que reúne quase 80 municípios somente na fase final? É um absurdo'', afirma César, dizendo que a base, a democratização do esporte, nas escolas e em projetos da FEL, é uma obrigação do Município, mas não se deve usar isto como ''desculpa esfarrapada'' para não participar dos Jogos Abertos, considerados por César ''a maior competição esportiva do Paraná''. ''Para formar uma geração de atletas é preciso ter ídolos'', afirma, citando como exemplos para os jovens londrinenses o jogador de vôlei Giba e a campeã mundial de taekwondo Natália Falavigna.
César destaca também a participação da comunidade de Londrina na história dos JAP's, como criadora e grande incentivadora dos Jogos nestes 48 anos de competição. ''Ao invés de desistir, a FEL deveria ter brigado para sediar a edição de número 50 - que acabou ficando com Toledo -, como forma de homenagear todos os londrinenses que durante anos se esforçaram para manter os JAP's em evidência.''
Ele também não concorda que o poder público banque equipes profissionais, mas diz que ''abandonar uma competição estadual que reúne todos os esportes é um tapa na cara de todos os esportistas de Londrina''. César diz estar triste com a decisão da FEL e afirma que o mais importante não é a parte técnica, mas a importância que o esporte tem como exemplo de saúde, força de vontade e cidadania. ''Acho que Londrina poderia contribuir para a melhoria e a modernização dos Jogos Abertos, mas nunca abandonar a competição''. (Devaldo Gilini Júnior/Editor)





