O coordenador do curso de Ciência do Esporte da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Elói Zamberlan, elaborou um estudo apontando desvantagens caso a Câmara de Vereadores aprove a extinção da Fundação de Esportes e a criação de uma Secretaria de Esportes e Turismo. A medida é proposta pelo prefeito Nedson Micheleti (PT) que pretende extinguir algumas autarquia e fundir secretarias para adequar o orçamento do próximo ano à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). ''Somos totalmente contra a extinção da Fundação. Se a lei for aprovada, o crescimento do esporte londrinense será muito prejudicado'', disse Zamberlan, que já foi secretário de Esportes de Cambé, de 90 a 94.
Segundo o coordenador, os recursos previstos no orçamento do município para o esporte da cidade teriam de ser divididos com as atividades da secretaria de Turismo. ''Na minha opinião são áreas totalmente distintas. Acho muito difícil encontrar uma pessoa que desempenhe as duas funções'', considera. Opinião diferente tem o presidente da Fundação de Esportes, Marcelo Paulino, possível secretário de Esportes, que vê pontos em comum entre as duas pastas.
O estudo revela ainda que a prefeitura poderá ter prejuízos com a mudança. Segundo Zamberlan, a extinção dos cargos comissionados (nove no total) não compensariam os gastos que a prefeitura teria pagando horas-extras para funcionários. ''Os principais eventos esportivos acontecem sempre nos finais de semana. A prefeitura iria gastar muito em horas-extras''.
Outra desvantagem apontada é o possível engessamento da administração do recursos arrecadados pela autarquia com o aluguel do Ginásio Moringão e do Autódromo. Segundo a direção da autarquia, são arrecadados com o serviços cerca de R$ 100 mil anuais. ''Com a Fundação esse dinheiro está sempre em caixa. Na secretaria, os recursos iriam para o bolo da prefeitura, correndo o risco de não voltar mais'', avalia.
Zamberlam disse ainda que o campo de atuação para estudantes e estagiários dos cursos de Ciência do Esporte e Educação Física poderá ficar prejudicado, caso a reforma seja aprovada. ''Temos que convencer os alunos que o esporte é um bom negócio. Para o centro de Educação Física da UEL a transformação não é nada interessante''.
O prefeito Nedson Micheleti (PT) foi procurado para comentar alguns pontos do estudo, mas não foi localizado.

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