Estudo da UFPR aponta que volta das competições no Brasil ainda está longe
Pesquisa revela também que retorno dos torcedores aos estádios deve acontecer apenas com criação de vacina contra a Covid-19 Pesquisa revela também que retorno dos torcedores aos estádios deve acontecer apenas com criação de vacina contra a Covid-19 Pesquisa revela também que retorno dos torcedores aos estádios deve acontecer apenas com criação de vacina contra a Covid-19 Pesquisa revela também que retorno dos torcedores aos estádios deve acontecer apenas com criação de vacina contra a Covid-19 Pesquisa sugere também que retorno dos torcedores aos estádios só deve acontecer após a criação de uma vacina contra a Covid-19
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 18 de maio de 2020
Pesquisa revela também que retorno dos torcedores aos estádios deve acontecer apenas com criação de vacina contra a Covid-19 Pesquisa revela também que retorno dos torcedores aos estádios deve acontecer apenas com criação de vacina contra a Covid-19 Pesquisa revela também que retorno dos torcedores aos estádios deve acontecer apenas com criação de vacina contra a Covid-19 Pesquisa revela também que retorno dos torcedores aos estádios deve acontecer apenas com criação de vacina contra a Covid-19 Pesquisa sugere também que retorno dos torcedores aos estádios só deve acontecer após a criação de uma vacina contra a Covid-19
Lucio Flávio Cruz - Grupo Folha 
Em um cenário de crescimento de casos e de óbitos causados pelo coronavírus, não há como prever quando será possível a volta das competições esportivas no Brasil. Mas isso ainda vai demorar. Este é o resultado de um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa de Inteligência Esportiva, da UFPR (Universidade Federal do Paraná). A pesquisa mostra também que a presença de torcedores nos estádios só será possível com o desenvolvimento de uma vacina contra a Covid-19.

O trabalho traz sugestões e orientações gerais para o esporte brasileiro durante a pandemia do coronavírus e foi idealizado pelo coordenador do Instituto, Fernando Mezzadri, em parceria com o coordenador da comissão de integridade da Federação Paulista de Futebol, o advogado Paulo Schimitt. Seguindo orientações dos cientistas, da OMS (Organização Mundial da Saúde) e de autoridades públicas da área de saúde, o documento foi encaminhado para a Secretaria Nacional de Esporte de Alto Rendimento e para todas as confederações esportivas do País.
"Embora haja pressa em retomar a normalidade das atividades, é necessário o respeito aos indicativos de segurança e preservação da vida de praticantes e espectadores – ainda que isso signifique uma retomada lenta e gradual", define o estudo. O trabalho é baseado em diversas premissas de segurança e proteção aos praticantes e torcedores, como o uso de máscaras, higienização, desinfecção dos locais, e de quatro cenários, que devem ser seguidos para a retomada das atividades.
Fernando Mezzadri explica que o momento atual da pandemia no Brasil se encaixa no cenário um, caracterizado pela curva ascendente da doença e pela necessidade de um isolamento social rígido. "Só é indicado fazer atividades físicas em casa, em espaços abertos e sem aglomerações e contato físico", ressalta o pesquisador.
A passagem para um segundo cenário só aconteceria quando a curva da pandemia começar a descer e com isso seriam possíveis treinamentos mais específicos e a liberação de algumas modalidades individuais, como o tênis, por exemplo, em que não há o contato físico.
O próximo momento permitiria a realização de competições de modalidades coletivas e contato físico. "É o cenário que a Alemanha vive e, por isso, as competições estão retornando por lá. Mas a diferença de realidades é muito grande. Lá, eles estão fechando hospitais, aqui nós estamos abrindo", aponta Mezzadri.
A volta dos torcedores aos locais dos eventos só aconteceria no cenário quatro, que seria alcançado a longo prazo. "A retomada total das atividades esportivas e competições só será possível com a existência de medicamento retroviral eficaz ou vacina que previna e proteja tanto os praticantes/atletas quanto os espectadores. Aglomerações devem ser sempre evitadas antes da imunização geral da população", ressaltam os autores do estudo. "Imagine uma pessoa tossindo em um estádio com 10, 20, 30 mil pessoas. Em um estádio as pessoas estão muito perto e é um local propício para a contaminação", comenta Mezzadri.
Diversos estudos científicos que estão sendo realizados no mundo mostram que o surgimento de uma vacina que possa ser produzida e distribuída em grande escala contra o coronavírus deve acontecer daqui a pelo menos um ano. O professor da UFPR afirma que ainda não é possível cravar quando será possível a retomada das competições no País - uma estimativa é a partir de agosto -, mas criticou a volta aos treinamentos de alguns clubes brasileiros, mesmo reconhecendo a importância da questão econômica e o universo de pessoas envolvidas no esporte mundial.
"É precoce este retorno. Mesmo com muitos cuidados, há o contato físico. E é preciso ter cuidado com todo o conjunto da sociedade. Jogadores, familiares, funcionários e colaboradores. E não só no momento do treino, mas no ambiente todo", frisa. "Acredito que em mais algumas semanas poderemos ter um panorama mais claro da situação. Os epidemiologistas apontam que o pico da doença no País deve acontecer em três semanas. Então, é preciso aguardar este momento para ter um cenário mais definido".


