Curitiba - Vantagem por atuar em casa, estímulo governamental à prática de esportes e o rápido crescimento econômico devem levar a China a disputar palmo a palmo com os Estados Unidos o primeiro lugar no quadro de medalhas nos Jogos Olímpicos de Pequim, em agosto. A previsão, divulgada ontem, faz parte de um estudo realizado na Inglaterra pela unidade de macroeconomia da consultoria PricewaterhouseCoopers. A empresa estima ainda que o Brasil deve conquistar 12 medalhas, três a mais do que conseguiu em Atenas 2004, o que possibilitaria que o País terminasse os jogos na 22 posição geral.
De acordo com as projeções, a China lidera a classificação estimada com 88 medalhas, seguida pelos Estados Unidos, com 87, e a Rússia, com 79. Como país-sede da Olimpíada de Pequim e com uma economia que cresceu significativamente desde 2004, o alvo de 88 medalhas da China é bastante superior ao número de medalhas conquistadas em Atenas (63) ou Sydney (59). A empresa afirma que o modelo usado para o estudo prevê que a China fique, por uma pequena diferença, à frente dos Estados Unidos.
Ainda segundo a projeção da Price, a Rússia deve manter seu forte desempenho, considerando também o tamanho de sua economia. O país ficaria em terceiro lugar em número de medalhas (79), bem à frente da Alemanha (43) e Austrália (41), em quarto e quinto lugares.
Esta é a terceira vez que a PricewaterhouseCoopers divulga uma análise sobre a relação entre a conquista de medalhas em jogos olímpicos e fatores econômicos, políticos e o desempenho em anos anteriores.

mockup