São Paulo - A Argentina foi o país dominante do antigo Mundial interclubes. Fez por várias vezes o melhor jogador da disputa que reunia os campeões de América do Sul e Europa, mas, desde a criação do Mundial de Clubes da Fifa, os argentinos foram no máximo coadjuvantes. Porém essa história deve mudar hoje.
Estudiantes e Barcelona duelam em Abu Dhabi, a nova casa do Mundial da Fifa, a partir das 14 horas (de Brasília), colocando o futebol argentino na vitrine. O time sul-americano pode pôr enfim a Argentina na lista de campeões da nova versão do torneio, e o Barcelona pode pôr um argentino, Messi, de vez no topo do planeta, algo que não aconteceu ainda nesse formato.
O Mundial de Clubes da Fifa teve uma edição em 2000, no Brasil, e depois sequências regulares a partir de 2005 no Japão - assim como o Mundial interclubes entre 1980 e 2004. Só o Boca Juniors, pela Argentina, jogou o torneio, e perdeu a final para o Milan em 2007.
O Brasil tem três títulos do novo Mundial (Corinthians, em 2000, São Paulo, em 2005, e Inter, em 2006). Depois, Itália (Milan, em 2007) e Inglaterra (Manchester United, em 2008) ganharam troféus para a Europa, que empatará em número de taças com a América do Sul se o favorito Barça triunfar.
No antigo Mundial, foram nove conquistas argentinas, contra sete vitórias italianas e seis de brasileiros e uruguaios.
Messi, que pode ser o primeiro argentino eleito melhor jogador do novo Mundial, já recebeu a ''Bola de Ouro'' e deve ser apontado na segunda pela Fifa o melhor jogador do mundo neste ano, algo inédito para um argentino na premiação que começou em 1991 - Maradona já vivia fase decadente então.
''Temos muita gana desse título e queremos fechar um ano magnífico. É o título que nos falta (o Barcelona perdeu em 1992 do São Paulo e em 2006 do Inter). Do outro lado está Verón, de quem sou muito amigo desde a Copa América (2007), quando cheguei à seleção e ele me apoiou'', afirmou Messi.

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