Estrelas do taekwondo competirão em Foz
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segunda-feira, 09 de junho de 2014
Rafael Souza<br>Reportagem Local 
O Paraná vai receber pela primeira vez, em outubro, um evento internacional de taekwondo. O Brasil Open, campeonato que valerá pontos para o ranking olímpico internacional, será disputado em Foz do Iguaçu, entre os dias 9 e 12 de outubro deste ano. Os detalhes finais foram acertados no último final de semana, quando o técnico da seleção brasileira adulta, Fernando Madureira, esteve na fronteira participando de um workshop de artes marciais.
De acordo com o treinador que negociou a realização do evento com a chancela da Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKd) , o Brasil Open estava marcado para acontecer no Rio de Janeiro, que acabou desistindo da organização. Ele revelou que negociou com algumas cidades do Estado, mas Foz do Iguaçu foi a única que aceitou investir para receber o campeonato.
Ele cita que a CBTKd não quis cancelar a competição para não prejudicar a imagem do País. "Com a realização das Olimpíadas no Brasil, os atletas de outros países querem vir competir aqui para conhecer o país, o clima, para já se ambientar ao jogos. Seria ruim para a imagem do país se o campeonato fosse cancelado", argumenta Madureira.
Segundo ele, a cidade de Foz do Iguaçu se responsabilizou pela estrutura, que inclui hospedagem dos 60 árbitros, sendo 50% deles estrangeiros, pelo pagamento dos mesmos, e ainda busca apoio para as demais despesas. O custo total deve girar em torno de R$ 120 mil.
O torneio valerá ao campeão de cada categoria são oito no feminino e oito no masculino 10 pontos no ranking olímpico internacional. E além disso, claro, também contará pontos para o ranking nacional interno. A previsão é de que pelo menos 1,5 mil atletas de 30 países venham ao Paraná em busca deles.
"Para os nossos atletas será uma grande oportunidade de conseguir pontos lutando dentro do próprio país. Hoje, para conseguir isso, eles têm que ir para fora, muitos com dinheiro do próprio bolso. Será uma grande experiência, lutar contra campeões olímpicos, atletas iranianos, espanhóis, americanos, coreanos. O retorno é incalculável, um crescimento grande para o taekwondo", ressalta o treinador da seleção, que mantém sua própria equipe em Londrina.


