Estrelas do basquete correspondem expectativa
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domingo, 21 de fevereiro de 2010
Thiago Mossini<br> Enviado a Uberlândia 
Uberlândia - Pedro Faliazi, 10 anos, acordou cedo no domingo. Tinha um compromisso mais do que aguardado. O garotinho, fã de basquete e do pivô brasileiro Anderson Varejão, do Cleveland Cavaliers - tem até a cabeleira inspirada no ídolo -, queria ver de perto os astros do basquete brasileiro em ação, no Jogo das Estrelas do Novo Basquete Brasil (NBB). ''Nossa, é demais. Gosto muito de basquete e sonhava em ver eles jogando'', disse. O jogo, realizado ontem em Uberlândia, foi uma verdadeira festa do basquete nacional, que terminou com a vitória do Kanela sobre o Pedroca por 127 a 114. Os nomes das equipes são homenagens a dois ex-técnicos que fizeram história no basquete brasileiro.
A cidade do Triângulo Mineiro foi escolhida para receber o evento por sua ligação com o basquete, apesar de o time local ter ficado de fora das duas edições do NBB. O Ginásio Tancredo Neves, o Sabiázinho não ficou lotado, mas o público compareceu em bom número - 2.500 torcedores - e elegeu para quem torcer: o time do armador Valtinho, que jogou seis anos no Unitri/Uberlândia e comandou o time mineiro no título nacional de 2004. ''Foi muito bom o que aconteceu. Poder voltar aqui, rever o torcedor e relembrar tudo o que passei aqui'', confessou o armador do Universo/Brasília.
Ele respondeu ao apoio logo de cara e levantou o público com uma jogada plástica. Fez uma assistência por entre as pernas para Guilherme Giovannoni, que mandou de costas para a cesta.
A jogada foi só um aperitivo para o que estava por vir. Um jogo de festa, cheio de jogadas de efeito e que coroou a estrela do Flamengo. O ala Marcelinho foi eleito o MVP da partida ao anotar 38 pontos para o Kanela. ''Foi uma grande festa. Fico contente com o título de MVP, mas o mais importante foi a festa'', disse Marcelinho.
O jogo ainda teve um tempero para acirrar a competitividade entre as duas equipes. Seis jogadores do time vencedor ganharam uma viagem para o Nordeste com direito a acompanhante.
Mesmo com o apoio da torcida, o Pedroca, time de Valtinho, Baby, Guilherme Giovannoni, Shamel e Cia. terminou o primeiro quarto 13 pontos atrás do Kanela. Na volta, os dois times deixaram a seriedade dos primeiros dez minutos de lado e partiram para as enterradas e um festival de ponte-aéreas. Assim, o Pedroca conseguiu encostar no placar: 61 a 60. Porém, o Kanela voltou a abrir vantagem novamente no terceiro período, que terminou 101 a 86. No quarto quarto, o time de Marcelinho apenas administrou a vitória.
''Os jogadores deram um espetáculo. Teve competitividade e teve show. Quem ganhou foi o basquete'', reconheceu o técnico Lula Ferreira, do Universo Minas, que comandou, junto com João Marcelo, do Paulistano, a equipe Kanela.
Um dos destaques da partida, o ala americano Shamel, do Pinheiros/Sky, elogiou a evolução do evento em relação ao ano passado. ''Foi mais organizado e durou dois dias, o que deixou a festa ainda melhor'', ressaltou o jogador que junto com Larry, do Bauru, abusou das jogadas de efeito. No sábado, houve o torneio de enterradas, de cestas de três pontos e o jogo entre um combinado de Uberlândia e veteranos da seleção brasileira, que reuniu várias gerações vencedoras do Brasil, como Marcel, Israel, Guerrinha, Chuí e Cadum.
No duelo londrinense, oala Guilherme Filipin se deu melhor sobre o técnico Ênio Vecchi. O jogador, que começou o jogo como titular do Kanela, venceu a partida, enquanto o treinador, auxiliar de Alberto Bial no Pedroca, saiu de quadra derrotado. ''A festa foi linda. Todos os jogadores puderam atuar e contribuir para o show'', afirmou o ala o Campos do Conde/Sercomtel/Londrina.
* O jornalista viajou a convite da organização do evento.


