Estrelas da areia exigem definição da CBV
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sexta-feira, 28 de março de 2003
Guilherme Gouveia<br> Reportagem Local 
As principais estrelas do Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia estão apreensivas em relação aos critérios que definirão os representantes brasileiros nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. A própria Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) admite o desconforto que a indefinição vem despertando nos atletas, mas prefere estudar com cautela a melhor forma de escolher as duplas duas masculinas e duas femininas.
Segundo o coordenador de vôlei de praia da CBV, Marcelo Wangler, nas duas últimas Olimpíadas (Sydney e Atlanta), os critérios obedeciam posições do ranking do Circuito Mundial levava-se em consideração os oito melhores resultados na temporada. ''O Brasil não tinha vaga garantida nas Olímpiadas, quem tinha eram as duplas melhor posicionadas no ranking'', explicou o dirigente.
Wangler disse que a CBV recebeu no último mês um comunicado do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) informando que o sistema havia mudado. A partir da Grécia, as próprias confederações serão responsáveis em definir quem representará cada país nas Olimpíadas. ''Essa informação é muito recente, estamos conversando com atletas e técnicos antes de chegar a um critério definitivo. Não queremos nos precipitar, a intenção da CBV e chegar aum critério mais justo para todo mundo'', disse Wangler ontem à Folha, durante a etapa londrinense do circuito. Segundo o dirigente, a CBV não estabeleceu prazo para chegar num consenso com os atletas.
A dupla Adriana Behar e Shelda, medalha de prata em Sydney são 692 vitórias e 93 títulos em sete anos de parceria tem como prioridade ganhar a vaga para Atenas. A carioca Behar, 34 anos, admite que desconhece os caminhos que podem levá-la até as quadras gregas. ''É uma incógnita. Ninguém sabe como vai ser a classificação. Então fica difícil a gente planejar e fazer um cronograma durante o ano'', disse.
O paranaense Emanuel, 29 anos, tetracampeão mundial e brasileiro, parceiro do baiano Ricardo, também não esconde sua insatisfação. ''Essa demora na definição prejudica muito nosso planejamento durante o ano, principalmente no que se refere à preparação física. No vôlei de praia, a gente tem que estar sempre em atividade e bem condicionado'', ponderou.


