Estréias e liderança movem o Atletiba
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domingo, 20 de janeiro de 2008
Luciano Balarotti<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Repleto de estréias, com uma provável despedida e valendo a liderança isolada do Estadual, o clássico Atletiba das 18 horas, no Couto Pereira, tem tudo para entrar para a longa história do confronto. Enfrentando-se pela 236 vez apenas no certame regional - são 91 vitórias do Coritiba contra 71 do Atlético -, as duas equipes não pensam em outro resultado que não a vitória, que vale a manutenção dos 100% de aproveitamento e a afirmação do favoritismo na competição.
Com a expectativa de ao menos 30 mil pessoas nas arquibancadas - com clara vantagem do Coxa, que por mandar o jogo tem direito a 90% da carga total de ingressos -, o primeiro confronto entre as duas equipes após o retorno do Alviverde à Primeira Divisão nacional mobiliza as torcidas. Algo que não acontece com tamanha intensidade desde a segunda partida da final do Paranaense 2005, vencida pelo Rubro-Negro, que então iniciava a invencibilidade que dura cinco jogos. Tabu que reafirma o abismo técnico vivido pelos dois clubes nas últimas duas temporadas, quando o Coxa amargou a Série B.
Mas a desigualdade ficou no passado e os dois times vão a campo em condições iguais, ao menos no que diz respeito a este início de campeonato. Separadas apenas pelos critérios de desempate - o Atlético está em vantagem por ter marcado um gol a mais -, as equipes ainda enfrentam a irregularidade normal do começo de temporada e alternam bons e maus momentos.
Para os donos da casa, as principais dificuldades estão nas laterais, já que Gilberto Flores e Ricardinho, que volta após recuperar-se de amidalite, não vivem boa fase. Os dois só continuam no time porque Dick e Rubens Cardoso precisam melhorar o preparo físico. Por isso as esperanças de superar o rival estão depositadas nos garotos Pedro Ken, Keirrison e Renatinho, autor de um golaço contra a CAC/Lusa.
Dos três, apenas o atacante já enfrentou o Furacão, a exemplo do zagueiro Henrique, que deve fazer sua despedida do Alto da Glória. Praticamente negociado com o Palmeiras, em transação que renderia R$ 6 milhões ao caixa do clube, o defensor depende do aval do treinador (que só disputou o clássico como atleta) para ser escalado, já que uma eventual contusão poderia atrapalhar a transferência. Cotado para começar a partida, o volante Veiga treinou entre os reservas e sequer foi relacionado para o banco, também por ainda não estar em condições atleticas ideais.
Também estreante em Atletibas, Ney Franco sabe da importância da partida e tenta resolver o crônico problema de seu ataque. Para isso pode lançar Marcelo Ramos - que pouco fez no último Brasileiro - no lugar do apagado Rodrigão, alvo das principais críticas da torcida atleticana. Outra novidade pode ser a estréia de Irênio, que dependia de seu registro na CBF, no lugar de Netinho ou Michel (neste caso o jovem meia seria deslocado para a ala-esquerda). Certo mesmo é o retorno de Rhodolfo para compor com Antônio Carlos e Danilo o trio de zagueiros responsável por cinco dos seis gols marcados pelo Furacão.
EM CURITIBA
Coritiba
Edson Bastos; Gilberto Flores, Henrique (Felipe), Jeci e Ricardinho; Careca, Rodrigo Mancha, Pedro Ken e Renatinho; Hugo (Henrique Dias) e Keirrison. Técnico: Dorival Júnior
Atlético Paranaense
Vinícius; Antônio Carlos, Rhodolfo e Danilo; Jancarlos, Valencia, Claiton, Netinho e Michel (Irênio); Ferreira e Marcelo Ramos (Rodrigão). Técnico: Ney Franco
Árbitro: Maurício Batista dos Santos
Estádio: Couto Pereira
Horário: 18 horas


