O plano do Palmeiras para vencer o Cruzeiro, amanhã, no Palestra Itália, pelas quartas-de-final do Brasileiro é tentar impor um futebol ofensivo, com toque de bola rápido e envolvente. Para facilitar essa estratégia, o técnico Luiz Felipe Scolari e os jogadores do Alviverde pediram à diretoria para cortar a grama, além de molhar o campo duas horas antes da partida. ‘‘Assim, a bola desliza melhor e facilita nosso futebol’’, explica Zinho, capitão da equipe. Na opinião do meia, o campo seco e duro pode beneficiar o adversário, que, na opinião dos palmeirenses, deve vir a São Paulo para tentar jogar nos contra-ataques. ‘‘Isso prejudica um pouco alguns jogadores que tocam mais a bola, como eu, Alex e Júnior.’’
Mas o treinador e os jogadores foram surpreendidos com a recusa da diretoria do Palmeiras para atender ao pedido da equipe. O diretor de Futebol, Sebastião Lapola, afirmou que, por determinação do presidente do clube, Mustapha Contursi, o campo não será molhado duas horas antes da partida. ‘‘Isso é um assunto encerrado’’, ressalta Lapola. ‘‘Vamos aparar a grama, como sempre fazemos na véspera do jogo, mas o campo não será molhando pouco antes do jogo.’’
Lapola ressalta que, pelas estatísticas, o Palmeiras ganhou muito jogos com o campo seco. Portanto, não há necessidade de se molhá-lo antes da partida. ‘‘A intenção da diretoria é preservar o campo’’, diz Lapola.

mockup