Araraquara, 10 (AE) - Os estrangeiros reforçam as equipes das cidades participantes dos 63.º Jogos Abertos do Interior, principalmente nas modalidades com maior nível de profissionalização como basquete, vôlei e xadrez. A grande maioria está nas equipes de basquete e vôlei, pois integram times que disputam a 1.ª divisão dos campeonatos estaduais e nacionais. Até a tarde de hoje 33 estrangeiros haviam sido autorizados a participar das competições. Membros da comissão de controle dos jogos, responsável pelas autorizações, estimam em 45 o número de estrangeiros participantes até o final da competição.
Os estrangeiros também estão presentes em modalidades handebol
dama, tênis de mesa e ginástica olímpica. O ginasta armênio Levon Karakhanyan é o único estrangeiro na delegação de Ribeirão Preto. Ele está em Ribeirão há mais de 3 anos e trouxe para o Brasil seu amigo e compatriota Hayrapet Ghukasyan, que é tecnico da equipe de ginástica olímpica de São Bernardo do Campo há pouco mais de um ano. Hayrapet, um ex-ginasta da seleção de ginástica olímpica armênia, participa pela segunda vez dos Jogos Abertos. Ele não têm encontrado dificuldades para se adpatar ao Brasil. "Com a ajuda de amigos, estou aprendendo bem o português", disse o treinador armênio.
Na delegação de São Caetano do Sul, que está confirmando seu favoritismo para conquistar o título dos jogos este ano, são 6 estrangeiros: 4 cubanos, 1 russo e 1 argentino. O professor Mauro Chekin, chefe da delegação de São Caetano, disse que a presença dos cubanos nas modalidade de xadrez e tênis de mesa se deve a um intercâmbio esportivo entre a cidade e Cuba. "Nessa parceira nós enviamos jogadores e técnicos de futebol para lá e recebemos competidores de outras modalidades", diz Chekin. Segundo o professor, o russo já defende São Caetano na modalidade de dama há alguns anos. Por questões de mercado, os dirigentes de São Caetano optaram pela contratação de um tenista argentino.
Regulamento - A participação de estrangeiros nos Jogos Abertos foi recorde em 1996, em Bragança Paulista. Foram mais de 100 inscritos, mas muitos voltaram aos países de origem logo no segundo dia de competições, por não terem cumprido as exigências legais. Depois dos incidentes ocorridos naquele ano, foi atualizado o regulamento que normatiza a participação de estrangeiros nos jogos, em consonância com a Lei dos Estrangeiros. Desde 1997, todos os estrangeiros necessitam de uma autorização para participar dos jogos. Para conseguir a autorização eles precisam apresentar o passaporte ou cédula de identidade original acompanhados do visto que configure sua situação legal no País.
Também foi limitado o número máximo de atletas estrangeiros que podem participar por modalidade e sexo: atletismo ( 2), basquete (2) bocha (1), ciclismo (1), damas (1), futebol (2), futebol de salão (2), ginástica olímpica (1), malha (1), natação (2), tênis (1), tênis de mesa (1), voleibol (2) e xadrez (1). "Depois da nova regulamentação, os problemas ocorridos em 1996 não se repetiram mais", comenta José Maffei, que foi o chefe do comitê dirigente em Bragança Paulista. Gigantismo - Este ano, estão participando cerca de 6.500 atletas e 148 cidades, número recorde na história dos Jogos Abertos. Esse crescimento contínuo do evento vem preocupando os organizadores, que realizam amanhã, dia 11, uma reunião para debater o gigantismo dos Jogos Regionais e Abertos do Interior. O objetivo do encontro é elaborar propostas para possíveis alterações na estrutura de realização dos jogos, já que são poucas as cidades com capacidade para receber eventos dessa magnitude.
Para facilitar o acesso ao quadro de medalhas e aos resultados dos jogos, a organização dos jogos em Araraquara criou um site na Internet , com atualização a cada duas horas, e que pode ser acessado no seguinte endereço: 63jogosabertos.com.br

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