Curitiba - Não importa o idioma. Os estrangeiros vieram em peso para o Brasil acompanhar os jogos da Copa do Mundo e estão espalhados por diversas capitais. Em Curitiba, parques, praças e ruas estão cheias de visitantes que se comunicam nas mais variadas línguas, inclusive por meio de sinais. Entretanto, apesar da dificuldade de comunicação, todos disseram que estão sendo bem recebidos em todas as cidades por onde passam.
Depois dos brasileiros, que adquiriram 1.395.886 bilhetes para as partidas, os norte-americanos formam o grupo de estrangeiros que mais comprou ingressos. Conforme dados da Fifa, eles compraram 198.208 entradas, seguidos pelos argentinos, que compraram 61.477 ingressos. Os torcedores da Alemanha compraram 58.983 ingressos, os da Inglaterra, 57.917, os da Colômbia, 54.477, os da Austrália, 52.289, os do Chile, 38.638, os da França, 34.865, e os do México, 33.694.
O norte-americano Bret Johnson, de 26 anos, acompanhou algumas partidas em outros estados, e também estava animado para Honduras e Equador, jogo disputado na última sexta-feira, na Arena da Baixada, em Curitiba. Ele afirmou que gostou da capital paranaense, mas só estranhou o frio. ‘’Passei por Brasília na semana passada e a temperatura estava alta. Me surpreendi com o frio daqui’’, afirmou. Ele ficou hospedado no hostel Curitiba Backpackers e gostou de dividir experiências com outros estrangeiros. ‘’É muito legal poder conversar com pessoas de diferentes países e trocar experiências’’, completou.
No mesmo hostel também estavam hospedados um irlandês, um equatoriano, um australiano e um argentino. Todos de passagem na capital paranaense, antes de seguirem viagem para acompanhar outras partidas do mundial. ‘’Estou confiante na classificação do Equador, mesmo com a derrota para a Suíça na primeira partida. Depois daqui sigo para Brasília para torcer pela minha seleção’’, contou o equatoriano Renato Espinosa, de 25 anos. O argentino Ezequiel Lopez Castilla, de 37 anos, está animado com o desempenho de sua seleção. Antes de seguir para Porto Alegre, para o jogo entre Argentina e Nigéria, ele foi conferir o jogo entre Honduras e Equador. ‘’Já tinha passado férias em Curitiba e gostei muito da cidade. Agora na Copa do Mundo está mais cheia e já encontrei com diversos sul-americanos e outros estrangeiros durante os passeios’’, afirmou.
O irlandês Robert Dowling, de 45 anos também estava animado, apesar de sua seleção não ter classificado para o Mundial. ‘’Gosto muito de futebol e vi que era uma grande oportunidade para conhecer o Brasil e conferir alguns jogos’’, disse ele que fez questão de vestir uma camisa do Equador para a partida em Curitiba.

ANIMAÇÃO
Na sexta pela manhã, o grupo de torcedores holandeses hospedado no hostel Motter Home, em Curitiba, esbanjava animação. Todos fantasiados, eles estão confiantes na seleção de seu país e passaram em Curitiba para acompanhar Honduras e Equador. Todos moram em Quito, capital equatoriana, e trabalham numa empresa que exporta flores para os Estados Unidos e Europa. ‘’Estamos acompanhando a Holanda desde o primeiro jogo e decidimos vir para Curitiba torcer também pelo Equador’’, ressaltou Victor van Deijk, de 39 anos. Ele disse que se surpreendeu com as diferenças culturais e de clima entre uma região e outra no Brasil. ‘’Estivemos em Salvador e depois fomos para Porto Alegre torcer pela Holanda e é engraçado como existem grandes diferenças regionais. Fomos bem recebidos nos dois locais, mas as características físicas e o clima é diferente. É praticamente outro país’’, completou.
As canadenses Analice Schillenberg, de 20 anos e Jessie Candlish, de 22, estão em Curitiba há cerca de um mês, participando de um curso sobre cultura brasileira na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e estão acompanhando as partidas da Copa. Elas já assistiram os dois primeiros jogos na capital (Irã x Nigéria e Honduras x Equador) e também vão viajar para Manaus. ‘’Apesar da dificuldade de comunicação estamos conseguindo nos virar. Os brasileiros são muito receptivos e sempre estão dispostos a ajudar’’, ressaltou Analice.
O australiano Zeb Carvalho, de 28 anos, está animado para a partida entre Austrália e Espanha, que será disputada nesta segunda. ‘’Eles (espanhóis) perderam de 5 a 1 e nós conseguimos marcar dois gols contra a Holanda (3 a 2). Acompanhei o jogo em Porto Alegre e jogamos muito bem. Não temos um time para classificar para a segunda fase, mas estou muito feliz com o desempenho da nossa seleção’’, disse.

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