São Pau­lo - O Bra­si­lei­ro-2009 se­rá de­ci­di­do por uma le­gião de re­pa­tria­dos e de es­tran­gei­ros que com­põe a ­maior par­te dos ti­mes-ba­ses dos ­seis pri­mei­ros co­lo­ca­dos da com­pe­ti­ção. O ce­ná­rio é de um cam­peo­na­to com atle­tas glo­ba­li­za­dos, co­nhe­ci­dos e com ro­da­gem por vá­rios paí­ses e por di­ver­sos ti­mes. Is­so ocor­re até com jo­ga­do­res em iní­cio de car­rei­ra.
  É o que mos­tra le­van­ta­men­to fei­to pe­la re­por­ta­gem so­bre as es­ca­la­ções da úl­ti­ma ro­da­da (33ª) dos ti­mes que ain­da al­me­jam o tí­tu­lo na­cio­nal com chan­ces ­reais - São Pau­lo, Pal­mei­ras, Atlé­ti­co-MG, Fla­men­go, In­ter­na­cio­nal e Cru­zei­ro.
  En­tre os 66 jo­ga­do­res des­sas equi­pes, há 25 bra­si­lei­ros que já atua­ram no ex­te­rior. Ou se­ja, 37,8% dos atle­tas na­cio­nais dos pon­tei­ros do cam­peo­na­to.
  Tri­cam­peão bra­si­lei­ro, o São Pau­lo é ­quem ­mais apos­ta em jo­ga­do­res com pas­sa­gem por ti­mes de fo­ra. Sua lis­ta do ti­me-ba­se in­clui Re­na­to Sil­va, Mi­ran­da, ­Jean, Jor­ge Wag­ner, Jú­nior Cé­sar e Was­hing­ton.
  São per­fis bem di­fe­ren­tes en­tre ­eles. O ata­can­te ti­tu­lar são-pau­li­no, por exem­plo, já ro­dou em pe­lo me­nos 11 clu­bes, com ­duas pas­sa­gens pe­lo ex­te­rior, por clu­bes de Ja­pão e Tur­quia. Com ape­nas 23 ­anos, o vo­lan­te ­Jean já te­ve cur­ta es­ta­dia em Por­tu­gal, an­tes de re­tor­nar ao São Pau­lo, que o re­ve­lou.
  Aos re­pa­tria­dos, so­mam-se 10 es­tran­gei­ros. As­sim, ul­tra­pas­sa 50% o nú­me­ro de atle­tas nos ­seis ti­mes da fren­te que já atua­ram em ou­tros paí­ses. A imen­sa maio­ria nas­ceu na Amé­ri­ca do Sul: são no­ve con­tra ape­nas um eu­ro­peu, o sér­vio Pet­ko­vic, do Fla­men­go. Des­ses, há al­guns com pas­sa­gens pe­la Eu­ro­pa, ca­so do chi­le­no Mal­do­na­do. E há ou­tros con­tra­ta­dos di­re­ta­men­te de ­seus paí­ses, co­mo o co­lom­bia­no Pa­blo Ar­me­ro.
  Os re­pa­tria­dos e es­tran­gei­ros su­pe­ram por lar­ga mar­gem o nú­me­ro de atle­tas oriun­dos das di­vi­sões de ba­se dos ti­mes - há jo­ga­do­res que in­te­gram os ­dois gru­pos.
  São ape­nas 16 ou cer­ca de um quar­to das es­ca­la­ções das ca­te­go­rias in­fe­rio­res. E há atle­tas co­mo Adria­no e Vág­ner Lo­ve, que já atua­ram em clu­bes eu­ro­peus. ­Quem ­mais tem jo­ga­do­res que nun­ca saí­ram do clu­be é o Cru­zei­ro, com ­três.
  Uma aná­li­se de to­do o elen­co dos ­seis clu­bes mos­tra um ín­di­ce per­cen­tual ­maior de atle­tas da ba­se. Mas, con­ta­bi­li­za­dos ape­nas os jo­ga­do­res que ­mais ­atuam nes­ses ti­mes, há pou­ca va­ria­ção em re­la­ção à es­ca­la­ção da úl­ti­ma ro­da­da, mes­mo com con­tu­sões e sus­pen­sões afe­tan­do as for­ma­ções.
  O re­tra­to é de que a tra­di­ção na­cio­nal de for­mar atle­tas ca­da vez ­mais sem raí­zes dá lu­gar, ago­ra, a um fu­te­bol sem raí­zes.

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