Estrangeiros falam sobre o handebol alemão
Os dois atletas do Brasil que atuam na Alemanha - melhor handebol do mundo na atualidade -, estão participando dessa fase de treinamentos no Paraná e jogarão hoje contra a Unifil. Um é o carioca Bruno Souza, 29 anos, há oito anos na Alemanha e que atualmente defende o HSV Handball, vice-líder da Bundesliga 2006/07, apenas dois pontos atrás do líder - o campeonato ainda tem nove rodadas.
A Liga é disputada em pontos corridos (turno e returno) e são 18 times na Primeira Divisão. Há acesso e descenso e os dois últimos caem para a Segunda Divisão, que tem mais 36 times. Na terceira o número de clubes é ainda maior. São quatro Ligas Regionais, cada uma com 16 clubes. ''O handebol lá é muito difundido. Só perde para o futebol. Em cada cidade pequena do interior há um time e o público comparece aos ginásios'', comentou o outro brasileiro, o maringaense Tupan, 27 anos, que atua no Wilhelmshavener Handball Verein, 11º colocado na Bundesliga.
A cidade onde Tupan mora, Wilhelmshavener, na região de Bremen, tem apenas 70 mil habitantes e mantém um time de ponta na Primeira Divisão. ''Lá tudo é muito diferente e as Ligas são muito disputadas. Todo jogo é guerra'', ressaltou.
Comentando as mudanças na seleção brasileira, Bruno Souza elogiou o processo de renovação que houve, mas observou que o grupo atual perdeu um pouco fisicamente e em estatura em relação à equipe que foi à última Olimpíada. ''Aquele time tinha o China, o Agberto, o Adalberto... E a gente precisa de atletas de porte para enfrentar os times europeus, que são muito fortes. Mas essa seleção ganhou com jogadores mais velozes''. (J.K.)





