Estrangeiros colocam Brasil no topo do pódio
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segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Amanda Romanelli <br> Agência Estado 
São Paulo - Nos últimos 20 dias, o torcedor brasileiro tem vários motivos para comemorar. Foram dois títulos mundiais inéditos - com Fabiana Murer, do atletismo, e Fabiana Beltrame, do remo -, além da sonhada classificação do basquete masculino à Olimpíada de Londres, após 16 anos de ausência dos Jogos. Conquistas que, além da importância histórica, têm outro fator em comum: a ajuda estrangeira para serem alcançadas.
Por trás dos atletas que subiram ao pódio, estão sotaques e origens bastante distintas. Um ucraniano, um francês e um argentino são personagens importantes - talvez, essenciais - nos feitos brasileiros. Seus nomes - Vitaly Petrov, José Oyarzabal e Rubén Magnano - também entraram para a galeria de vencedores sob as cores verde-amarela.
A parceria mais duradoura é a de Fabiana Murer e Petrov. Os dois foram apresentados em 2001, quando o técnico da atleta, Elson Miranda, entrou em contato com o ucraniano em busca de conhecimento. ''Tive sorte de, naquela época, o Vitaly não estar treinando nenhum saltador de destaque'', lembrou Elson. ''Só por isso ele teve o tempo e o interesse de nos ajudar''.
Agora dona da medalha de ouro conquistada no dia 30 de agosto em Daegu (Coreia do Sul), Fabiana lembra do início do trabalho com o técnico, há dez anos. ''O Vitaly foi fundamental para que a gente conseguisse alcançar os resultados de hoje. Ele nos ensinou como fazer salto com vara, desde os movimentos, tudo''.
O técnico também abriu outras portas. Intercedeu para que Fabiana, com resultados ascendentes, fosse aceita em meetings de grande relevância, como o que é realizado todos os anos no principado de Mônaco. Também auxiliou a atleta e seu técnico na aquisição de varas, um problema para os brasileiros que teimaram em se dedicar a uma prova tão exótica. Hoje, vem pelo menos uma vez ao ano ao País, graças ao investimento do clube BM&F Bovespa e da Confederação Brasileira de Atletismo.
''Quando estive no meu primeiro Mundial (Helsinque/2005), eu saltava cada altura com uma vara fabricada por uma empresa diferente. Os outros atletas ficavam assustados e me perguntavam como eu conseguia. Mas era o que eu tinha'', recordou Fabiana. ''Depois, ele nos apresentou a Spirit (fabricante americana de varas), de quem começamos a comprar. Hoje, eles são até nossos amigos''.


