Estrangeiros brilham no Brasileirão
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2003
Agência Folha 
São Paulo - Eles são poucos, mas vão terminar o Brasileiro-2003 com motivos para festejar. Praticamente todos os estrangeiros que trabalharam no principal campeonato do país atingiram marcas históricas ou superaram desconfianças.
O colombiano Aristizábal é agora o forasteiro com mais gols acumulados (41) e em uma só edição do Nacional (21). O chileno Roberto Rojas, apesar de estar sendo dispensado da cargo pelo São Paulo, é o treinador importado com a melhor colocação final (terceiro) desde o argentino José Poy no início da década de 70.
O também chileno Maldonado está em praticamente todas as seleções ideais da competição. O paraguaio Gavillán é destaque do Inter, que tenta sábado uma vaga na Libertadores. No São Paulo, o uruguaio Lugano, que chegou sob forte desconfiança, é hoje titular absoluto da defesa do time, outro que já garantiu lugar na competição sul-americana em 2004.
''Agora tenho mais experiência, conheço melhor o grupo e me sinto mais à vontade'', diz Lugano sobre sua evolução no país.
''Estou deixando minha marca, meu nome no Brasil'', comemora Aristizabal, resumindo bem o sentimento de vitória de um estrangeiro que triunfa no único país pentacampeão mundial. Para os forasteiros, um bom desempenho no Brasil pode ser o trampolim para países que pagam salários bem mais altos.
''Como os melhores jogadores aparecem aqui, todos acompanham o Brasileiro. Já recebi telefonemas de gente do Japão que está acompanhando meus jogos'', afirmou Gavillán.
''Aqui o clima e a cidade são parecidos com o que estou acostumado. A língua também é quase igual. Tudo isso ajuda na hora de entrar em campo.'' No Internacional, ele deixou o meio-campo para jogar na lateral. Já fez oito gols nesta temporada e esteve em campo em 37 das 45 rodadas realizadas até o momento.
Alegria única- Além de Rojas e dos jogadores que defendem times em boa colocação na tabela, forasteiros com emprego em clubes de situação delicada na tabela, em menor escala, também comemoram.
Vice-lanterna e perto do rebaixamento - precisa vencer o Fortaleza no domingo para escapar -, a Ponte Preta praticamente teve um único bom motivo de festa no torneio.


