A movimentação de hoje, em torno do Campeonato Mundial Interclubes (Golden Cup) de basquete feminino vai ficar mais próxima ao Aeroporto de Londrina. É que para hoje estão programadas as chegadas das equipes estrangeiras que estarão competindo e muito provavelmente seus treinadores vão querer exercitar suas jogadoras, numa forma de relaxar um pouco mais após a viagem, além de ajudar na adaptação ao fuso horário. Dos cinco times de fora, apenas o Real Club Celta/Banco Simeón, da Espanha, não deverá chegar hoje à cidade.
A diretoria não conseguiu um vôo ontem, que pudesse chegar em São Paulo em condições de fazer uma conexão com Londrina. Desta forma, as jogadoras espanholas serão as mais prejudicadas, pois terão que entrar na quadra tão logo desembarquem amanhã, dia de abertura do Mundial. O Real enfrentará, às 16 horas, o Hemofarm, da Iugoslávia.
Os problemas de conexão em São Paulo foram resolvidos ontem e as delegações das gregas, iugoslavas, cubanas e eslovacas chegarão a Londrina por volta das 14h45. Elas irão diretas para o Hotel Bourbon, onde ficarão todas as atletas do Mundial. O Havana Club está trazendo uma delegação de 15 pessoas, sendo 12 atletas, o treinador Margaro Pedroso Balaez, o fisioterapeuta Luciano Febles Farias e o chefe da delegação, José Ramirez Paz.
O SCP Ruzomberok, da Eslováquia, também chega com 12 jogadoras, mais a técnica Natália Hajkova, o fisioterapeuta Jan Andreides, o médico Branislav Delej e o chefe de delegação Josef Smolek. O Panatinaikos, da Grécia, trará como principal atração a brasileira Leila Sobral de Souza. O treinador é Michael Mautsioris, seu assistente é Dimitris Malliaros, o fisioterapeuta é Maria Nalpandidou e o supervisor Euripedes Yiazos. A equipe chega com 10 jogadoras.
Também o Hemofarm, da Iugoslávia, é outra delegação com 10 jogadoras, mais o técnico Miodrag Yeskovic, o assistente Goran Topic, o fisioterapeuta Jene Farago, o diretor Koca Jovovic, o presidente pera Todorovic e o chefe Milan Atanasijadis.
O dia ontem foi tranquilo para o BCN/Osasco, representante brasileiro na competição. À tarde, no ginásio de esportes da Arel, a treinadora Maria Helena e a assistente Heleninha orientaram as jogadoras em um forte treino tático, o que poderá ser repetido hoje. O time brasileiro procura, com urgência, um entrosamento, porque, apesar de ter jogadoras de elevado nível, casos de Paula, Karina, Elena e Eva, o fato é elas nunca jogaram juntas e, das cinco que iniciam a partida, apenas Cláudia já atuou com a russa Elena. Karina vem de uma recuperação de quase sete meses e ainda tem um certo receio de forçar o joelho operado.
No ensaio de ontem, deu para perceber que ela procura fazer as coisas com maior simplicidade, evitando qualquer tipo de problema. ‘‘Isso é natural para quem vem de uma cirurgia como ela. Mas na hora ela vai mostrar todo o seu potencial’’, garante Luiz Remunhão, o supervisor do time.
Quem está com vontade de jogar logo é armadora Paula. ‘‘Estou ansiosa para voltar a jogar. Já vai para três meses que só estou treinando. Nesse período fiz apenas um amistoso, o que não é a mesma coisa de uma partida contando pontos’’, disse. Quanto ao torneio, Paula voltou a repetir que ‘‘só após o início é que a gente vai ter uma idéia do nível das adversárias, mas já sei que o time da Iugoslávia é forte. As cubanas também sempre dão trabalho. Mas estamos aqui para brigar pelo título’’.

mockup