Estrangeiras ameaçam nova 'dobradinha'
São Paulo, 13 (AE) - Terceiras colocadas no ranking mundial do vôlei de praia feminino, a campeã olímpica Sandra Pires e a medalha de prata Adriana Samuel têm uma certeza: o Brasil terá maior dificuldade para conseguir uma dobradinha, ouro e prata, na Olimpíada de Sydney do que teve nos Jogos de Atlanta. Segundo Sandra, o País ainda é favorito, têm Adriana e Shelda como líderes do ranking mundial, mas outras equipes têm evoluído muito e podem ameaçar o duplo pódio brasileiro, como os Estados Unidos e a Austrália.
Sandra e Adriana, que têm boas chances de classificação entre as duas duplas brasileiras que irão à Sydney, afirmam que o País continua a se desenvolver no vôlei de praia, mas os outros países estão trabalhando para acabar com a hegemonia brasileira.Para Adriana, cerca de sete times deverão disputar os Jogos com chances de medalha.
"As norte-americanas melhoraram muito e as australianas têm treinado como loucas para conseguir uma medalha jogando em casa", disse Sandra. Adriana ressalta que não são somente as duas equipes que se desenvolveram. "Antes, o fato de morarmos no Brasil, um lugar onde se pode jogar o ano todo era uma vantagem em relação às nossas adversárias", contra. "Mas, agora, vários países investiram na construção de quadras de areia cobertas e times como a Itália e a Alemanha também estão conseguindo se desenvolver e possuem boas duplas."
Mudanças - Com todas as mudanças no vôlei de praia feminino, a dupla luta para melhorar o desempenho antes da Olimpíada. "Trouxemos o Marco Aurélio Mota, que treinou a seleção italiana", conta Sandra. Segundo a jogadora, a prioridade do treinador nos quatro meses de trabalho foi melhorar defesa e saque, pontos em que o time possui maior dificuldade.
Os treinos, segundo Sandra, são bem planejados. Com a disputa das etapas do Circuito Mundial no primeiro semestre, a ordem é evitar desgastes desnecessários. Segundo a jogadora, é importante que a dupla esteja no auge da forma em setembro, na época dos Jogos.





