Desde que chegou do Palmeiras, o atacante Cahê, 21 anos, só fez impressionar. Ousado, atrevido, e sem medo de errar, conquistou a confiança do técnico Raul Plassmann. Mas também despertou a ira dos zagueiros. Não é difícil ouvir da beira do gramado: ''Segura que ele é perigoso... Segura que ele é habilidoso''. Ainda não sabe quando voltará para o Parque Antarctica. Por enquanto, só pensa em Londrina, só pensa em deixar o gramado comemorando mais uma vitória de sua nova equipe.
Folha - O Cahê está numa boa fase. Já marcou dois belos gols e conquistou a confiança do treinador. Você esperava tudo isto tão rápido?
Cahê - Quando vim do Palmeiras foi com este pensamento. Sempre, em toda minha carreira, tive esta atitude de partir pra cima dos adversários, desde o princípio. E foi isso que acabou cativando o Raul. Nunca na minha vida tive medo de errar, porque sei que uma hora vai dar certo. Não quero ser omisso.
Folha - Jogar contra o Coritiba tem um gosto especial?
Cahê - É o jogo que estava esperando. Tenho só 21 anos, começando a carreira, e sonho em participar de um jogo como esse. O Coritiba é um time grande, mas não podemos ter medo de enfrentá-los. Meu pai me ensinou que jamais devemos ter medo de alguma coisa. Estou motivado.
Folha - Promete gol pra hoje à tarde?
Cahê - Não sou de prometer gol. Quando cheguei disse que nunca fui artilheiro, matador. Sempre trabalhei mais como garçom. Mas prometo muita raça, luta, e pode escrever que vou partir pra dentro deles.
Folha - E o futuro? Pensa em continuar no Londrina ou voltar para o Palmeiras?
Cahê - Estou contente aqui. Apesar do presidente (Mustafá Contursi), conversar sempre com a diretoria do Londrina, não sei se vou retornar para lá. Minha vontade é ficar até o final do ano e disputar a Série B.

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