Estofador sonha em ser profissional
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sábado, 17 de setembro de 2005
Jaime Kaster<br>Reportagem Local 
O estofador moveleiro Anoé dos Santos Dias, 25 anos, que atualmente trabalha como office-boy na Móveis Colorado, de Arapongas, está dividido entre a necessidade de crescer em sua profissão e a possibilidade de se transformar em um atleta profissional. Apesar da idade, acredita que ainda pode iniciar um treinamento em nível profissional. ''É o meu sonho: poder um dia deixar de trabalhar e me dedicar só ao esporte. Mas isso só quando passar a integrar uma equipe de ponta'', afirmou. No último dia 9, Dias faturou a medalha de ouro no Mundial de Atletismo do Trabalhador, na prova dos 10 mil metros rasos tempo de 30min50s. O recorde paranaense na prova (entre profissionais) é de 29min50s.
O Mundial dos Trabalhadores, promovido pela Confederação Esportiva Internacional do Trabalho (CSIT) e pelo Sesi, reuniu atletas de dez países na pista da Unicenp, em Curitiba. Neste tipo de competição Dias leva vantagem sobre os demais trabalhadores, porque há três anos vem competindo com atletas de ponta em provas pedestres (de 10 a 15 quilômetros).
Em 2003 venceu a Subida da Serra da Graciosa (20 quilômetros), entre Morretes e Campina Grande do Sul, e marcou o recorde da prova 1h15min30s. Voltará a disputar a a Subida da Graciosa no próximo dia 2. E em dezembro correrá os 10 mil metros no Sul-Brasileiro de Atletismo, em Foz do Iguaçu. Seus outros títulos foram na Prova Pedestre Tiradentes, este ano, em Campo Grande, e nos Jogos do Sesi de Santa Catarina, em Blumenau, no ano passado. Na região, vem correndo as provas 28 de Janeiro (Apucarana) e 15 de Fevereiro (Cornélio Procópio).
''E foi em Cornélio Procópio que conheci o técnico que está comigo hoje, o Cláudio Ribeiro, de Ribeirão Preto (SP), que já treinou a (Maria) Zeferina Baldaia (ex-campeã da São Silvestre)'', comentou. Ribeiro vem orientando o atleta à distância e passa semanalmente a programação de treinamentos. Dias treina duas horas por dia na pista da UEL e, em períodos pré-competição, a empresa o libera só para os treinamentos.


