São Paulo - A marcação começa por pressão e depois recua, os laterais afunilam pelo meio, o zagueiro se arrisca como ponta-esquerda e o atacante dá um pique para dar carrinho na defesa. Os treinos do Palmeiras têm sido assim, com uma movimentação intensa, comandados aos berros por Estevam Soares.
Ontem, treinando dessa forma, os titulares fizeram 2 a 0 nos reservas em menos de meia hora. O técnico só espera agora que esse rendimento se repita amanhã, contra o Guarani, no Palestra Itália.
Jogando com a casa cheia (a expectativa é de 20 mil pessoas) e contra o vice-lanterna do torneio, Estevam quer um gol logo nos primeiros 15 minutos de jogo. ''Um gol no começo nos daria mais tranquilidade'', diz.
No esquema tático de Estevam, poucos guardam posição. O sistema ainda não foi batizado. Mas poderia ser chamado de ''carrossel alviverde'' guardadas as devidas proporções na comparação com o ''carrossel'' usado pela seleção da Holanda nos anos 70. ''Não vou dizer ainda que isso se parece um carrossel porque é cedo para elogiar'', desconversa Estevam.
A intenção do técnico é evitar badalação em torno de um time que passou a temporada inteira desacreditado e agora, após uma surpreendente sequência de seis vitórias consecutivas, vive o sonho de conquistar o título da Série A exatamente um ano após sair da Série B. ''O mais importante é conter a euforia, manter os pés no chão. Não podemos falar em título. Temos que pensar jogo a jogo. E o próximo é contra o Guarani.''

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