São Paulo - O técnico Estevam Soares admite: se Mustafá Contursi levar adiante a idéia de desmanchar o time do Palmeiras, não terá como evitar a saída de nenhum jogador. ''É o presidente quem manda. A gente tem que acatar'', explicou.
Para Estevam, isso é normal. Ele não vê nenhuma aberração no fato de um dirigente impor ao treinador a saída de alguns jogadores, mesmo que sejam titulares e importantes para o time. O goleiro Sérgio, o volante Magrão e o meia Pedrinho são alguns dos cotados para deixar o clube.
Estevam cita um caso ocorrido no Santos, no começo do ano, como exemplo de que esse tipo de imposição é normal no futebol. ''A diretoria mandou o Doni embora e o Leão (técnico do time na época) não pôde fazer nada. As coisas são assim mesmo'', contou.
Com relação ao listão dos que não ficarão no clube em 2005, alguns despontam como barbadas. Magrão tem três boas propostas da Europa. Só não decidiu ainda se vai para Espanha, França ou Alemanha. O Palmeiras deve faturar cerca de US$ 2 milhões com a venda.
Claudecir, Elson, Pedrinho, Corrêa, Sérgio e Lúcio são outros que podem sair. Baiano está praticamente fora. Deve aceitar uma proposta da Rússia. Para o seu lugar, a diretoria pode fechar hoje a contratação de Bruno, do Marília.

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