O Estatuto de Defesa do Torcedor, que entrou em vigor no último dia 16, não só atingiu em cheio o futebol o que chegou a causar a polêmica paralisação temporária do Campeonato Brasileiro como também pegou os dirigentes do Londrina Basquete Clube (LBC) e a Fundação de Esportes de surpresa. E foi tanta que nenhuma das partes sequer leu o texto. Entretanto algumas modificações previstas pelo texto podem ser significantes para a partipação do time de basquete nas próximas competições.
Duas medidas afetam diretamente as partidas do Londrina: a readequação do ginásio Moringão para atender o estatuto e o planejamento para as competições. De acordo com o documento, todos os ingressos deve ser numerados e o torcedor tem que ocupar o espaço correspondente ao seu tíquete. Assim, o Moringão precisaria construir cadeiras numeradas ou viabilizar espaços individuais na arquibancada. ''Ainda não li o estatuto mas vamos fazer um estudo e a partir daí montar um projeto. Só que as obras ficariam só para o ano que vem'', afirmou o presidente da Fundação de Esportes, Marival Mazzio.
Conforme o estatuto, as confederações e/ou federações também devem apresentar um calendário de dez meses. A notícia animou o presidente do LBC, Paulo Cézar Machado, pois a maior dificuldade do time atualmente é de manter o nível das competições após o fim do Campeonato Nacional de Basquete Masculino. ''Temos um campeonato forte, que é o nacional, mas depois passamos o segundo semestre sem atividades de destaque. Um campeonato forte o ano todo garantiria maior visibilidade para os atletas, investidores e facilitaria as negociações'', explicou Machado.

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