Estatuto do Torcedor reduz capacidade do Café
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quarta-feira, 11 de junho de 2003
Renê Muller<BR>Reportagem Local 
A capacidade do Estádio do Café, que já chegou a 55 mil pessoas, foi reduzida através de cálculos do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar (PM) para 30,4 mil, de acordo com as especificações da lei federal 1O.671/03, que traz o conjunto de artigos conhecidos como Estatuto de Defesa do Torcedor. As adequações ao estatuto foram motivo de uma reunião ontem no 5º Batalhão de Polícia Militar de Londrina, que contou com a presença de dirigentes do Londrina Esporte Clube e de Ariobaldo Frisseli, diretor-técnico da Fundação de Esportes de Londrina, administradora do Estádio do Café.
Ariobaldo disse que, se não surgir uma solução para o impasse de adequação ao Estatuto, como instalação de catracas e de monitoramento eletrônico, o Londrina poderá ter que voltar a mandar jogos no VGD. ''A lei diz que estádios com capacidade para mais de 20 mil pessoas precisam ser adequados com esses sistemas, mas o orçamento da Fundação para esse ano já está todo gasto'', afirmou. A lei entrou em vigor no mês passado, e deu um prazo de seis meses para as adequações dos estádios e clubes.
Segundo o capitão Altivir Cieslak, responsável pelo setor de operações e instração da PM de Londrina, os cálculos de capacidade de público, realizados na terça-feira, levaram em consideração determinações do Estatuto, como comportar todo seu público sentado, em espaços numerados. ''O padrão internacional é de 50 cm para cada torcedor devidamente acomodado, estabelecendo também um palmo de distância para cada lado'', disse o capitão. Ele acredita que, apesar de alguns problemas, os dois estádios de futebol de Londrina tem boa estrutura. ''Já estão adequados para os deficientes físicos, da maneira que prevê a lei federal'', ressaltou.
Um sistema de câmaras já foi orçado pela Fundação de Esportes em R$ 56 mil. Já as catracas, segundo Frisseli, custariam R$ 2,5 mil cada. ''Ao todo, o gasto com as exigências do estatuto vão passar de R$ 100 mil'', afirmou. Mas para Sérgio Roberto Rola, diretor que representou o Londrina na reunião, disse que não há maiores preocupações com o prazo. Se for o caso, ele diz que há possibilidade de locar o sistema de monitoramento e as catracas. ''O estatuto não foi surpresa para nós, e estamos com um advogado só para lidar com as novidades da lei'', falou.


