OPINIÃO Estão querendo a cabeça do presidente da FPA Alberto Macedo A temporada paranaense de velocidade começa hoje em Londrina e o grande assunto não é como será a disputa, quem foi o pole ou se haverá cobrança de ingressos. A grande batalha será fora da pista, entre ‘cartolas’ do Automóvel Clube de Londrina e o presidente da Federação Paranaense de Automobilismo (FPA), Luis Gehring. O clube que reúne os pilotos de Londrina e região quer maior transparência nos atos da entidade, como a prestação de contas e discussão em relação às taxas, enquanto o presidente se defende e diz que a federação é uma das mais organizadas e a que mais cresceu no Brasil. Como política e esporte não deveriam caminhar juntas – quando isso acontece os resultados são desastrosos –, é justo o pedido do Automóvel Clube. Afinal, a federação foi eleita pelos mesmos, e o mínimo que poderia fazer é discutir todos os seus atos e dar um mínimo de satisfação aos clubes. Sobre as taxas, é um absurdo mesmo cobrar R$ 6.000,00 dos clubes que sediarem as provas e R$ 350,00 pela carteirinha de piloto. Para onde vão estas e as demais taxas? Onde são investidas? Por outro lado, a Federação começa a se preocupar com o campeonato em si e este ano diminuiu as categorias – de dez para sete; mesmo assim, é muita coisa. O público, que continuará a ser pequeno, vai seguir não entendendo nada o que acontece dentro da pista. Aliás, como querer gente nas corridas se o autódromo não dá a mínima condição para se assistir aos eventos? O de hoje, por exemplo, começa às 10 horas e vai até às 15 horas. Só um louco mesmo para pegar o filho, a mulher (ou namorada) e passar um domingo no autódromo. Sem lugar para sentar, fugir do sol ou da chuva, sem sanitários decentes ou lanchonetes, qual é a motivação para se sair de casa? Esse é um assunto que os responsáveis pelo autódromo, seja o Automóvel Clube ou a Prefeitura, deveriam estar cuidando há um bom tempo. Mas como estamos no Brasil... - A presença do brasileiro Rubens Barrichello na equipe Ferrari já mudou o ânimo do torcedor, que deverá lotar Interlagos no próximo domingo. Com torcida no mundo inteiro, o vermelho deverá dominar as arquibancadas do autódromo, contrastando com a era Senna, quando o verde-amarelo era absoluto. A ida de Barrichello para o time italiano esquentou de vez a categoria, pois Schumacher sabe que agora não tem um ‘mané’ como companheiro. Se quiser bons resultados, vai ter que dar tudo de si e um pouco mais, isso sem contar com o desempenho da McLaren. Quem sai ganhando com isso é a própria Fórmula 1. - O Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Londrina, terá um ano de muitas provas de nível nacional. E maio será a vez da Fórmula Júnior, categoria estreante no Brasil, para os pilotos recém-saídos do kart. Em julho, no dia 9, vem a Stock Car – agora com o Vectra substituindo o Omega – e a F-Chevrolet. Certeza de casa cheia. Em agosto, duas corridas. Dia 13, outra novidade: a F-Country, categoria que está sendo lançada este ano e que será integrada por caminhonetes. E, no dia 20, lotação total para mais um show da F-Truck. Falta ainda a definição da Fiat Turismo e dos Sul-Americanos de Superturismo e Fórmula 3.