Estamos entre a cruz e a espada, afirma Oliveira
A presidência da Fundação de Esportes de Londrina (FEL) diz estar ciente das condições do piso do Moringão e garantiu que a cada 15 dias faz vistorias e reparos. Segundo Paulo Roberto de Oliveira, medidas paliativas como a aplicação de massa de calafetagem (que serve para cobrir os buracos), denominada S12, já fazem parte da rotina dos funcionários da Fundação.
''Se eu disser que não tem risco, estou mentindo. Desde que o ginásio foi construído, há 38 anos, não acontece nenhuma reforma. Enquanto achar que ainda tem alguma condição, vamos tocando'', reconheceu Oliveira. Segundo ele, a substituição do piso pode custar até R$ 300 mil, entre material e mão de obra.
Oliveira também afirma que a substituição do piso de madeira por outro tipo de material iria comprometer a prática do basquetebol. ''Existem modalidades que aceitam até que seja colocado um ''tapete'', como o handebol. Mas corremos o risco de consertar e prejudicar o basquete, porque a bola não iria quicar'', completa.
Até há dois anos, a alternativa era lixar e passar verniz, mas segundo Oliveira o piso já não comporta mais tal recurso pois a espessura das tábuas ficou muito fina. ''É provável que as vigas de sustentação que ficam por baixo do piso estejam cheias de cupim. O estado está bem precário'', disse.
O presidente da FEL afirma que nunca ocorreu um acidente grave, mas acha arriscado dizer que não vai acontecer. ''O que fazer? Interditar agora ou esperar acabar os play-offs do basquete. Por enquanto, estamos orientando os juízes para avisar quando houver problemas. Ou vamos tapando os buracos maiores, ou teremos que interditar para eventos esportivos. Estamos entre a cruz e a espada'', sacramenta. (R.O.)





