Londrina e Atlético-PR, durante a semifinal do Paranaense, no Café
Londrina e Atlético-PR, durante a semifinal do Paranaense, no Café | Foto: Ricardo Chicarelli


Representantes da CBF estiveram na última semana em Londrina vistoriando o estádio do Café para a disputa do Campeonato Brasileiro da série B. O estado do gramado assustou os homens do Rio de Janeiro, conforme informou o blog do Lucio Flávio, do portal Bonde.

A CBF tem procurado, nos últimos anos, padronizar as exigências em relação a estrutura dos estádios para melhorar o nível dos jogos do futebol brasileiro. Desde 2016, por exemplo, todos os gramados dos clubes das séries A e B precisam ter o mesmo tamanho (105x68m), o padrão Fifa.

Os ficais da CBF reclamaram da pouca manutenção que é feita no gramado, do desnível do piso e da altura excessiva da grama. Um pedaço do gramado foi retirado para uma análise mais minuciosa.

De acordo com os observadores, quando o gramado foi trocado se colocou uma camada muito espessa de argila abaixo da grama e isso dificulta a infiltração da água. Por isso, os nutrientes não chegam a raiz, o que deixa sempre um aspecto de grama seca, que é observado em todos os jogos no estádio do Café. Seria necessário fazer um trabalho de 'arejamento' do solo.

A partir de 2018, a CBF vai exigir que todos os gramados tenham um mesmo padrão no corte e na altura da grama. Se a regra já estivesse valendo agora, o Café não poderia abrigar jogos da série B, da forma como o gramado está hoje.

O problema é antigo e não há solução imediata pois o município não possui o equipamento ideal para fazer o corte. E também não há dinheiro para adquiri-lo.

Para este ano, não há risco do estádio ser interditado, mas as exigências vão aumentar no futuro. Mas, podem escrever que o futebol do Londrina será muito prejudicado nos jogos em casa no Brasileiro.

Por diversas vezes chamei a atenção aqui que trocar o gramado seria fácil, o complicado seria a sua correta manutenção. O tempo comprovou a teoria.

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