Rio de Janeiro - A um mês da Copa das Confederações, os seis estádios estão praticamente prontos e o Brasil oferecerá a infraestrutura básica para receber o torneio, mas repetidos atrasos continuam deixando sérias dúvidas para a Copa de 2014, principalmente na questão dos aeroportos.
O evento, considerado um ensaio geral do Mundial, marcará o início de uma era que faz do País o centro do mundo esportivo durante três anos, até os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016.
Cerca de 335 mil turistas brasileiros e estrangeiros são esperados nas seis cidades-sede durante os 15 dias do torneio, que reúne oito seleções.
Pela primeira vez, quatro campeões mundiais participarão da competição (Brasil, Itália, Uruguai e Espanha), além de Nigéria, Japão, México e Taiti.
Em 2014, o Brasil terá que encarar um desafio muito maior. A expectativa de receber 600 mil torcedores de fora do país para acompanhar 32 equipes na maior competição de futebol do planeta.
Por mais que a Copa das Confederações seja um evento de menor expressão, algumas questões preocupam.
O estádio Mané Garrincha de Brasília, que receberá o jogo de abertura entre Brasil e Japão, no dia 15 de junho, ainda não está pronto e deve ser inaugurado apenas no próximo sábado.
Apenas dois dos seis estádios foram concluídos no prazo estipulado pela Fifa quando a competição foi atribuída ao Brasil: o Mineirão de Belo Horizonte e o Castelão de Fortaleza.
A Fonte Nova de Salvador, a Arena Pernambuco de Recife e o Maracanã do Rio de Janeiro, palco da final, foram entregues apenas em abril, após vários adiamentos nos prazos.
E mesmo assim, eventos-testes mostraram que restam alguns ajustes a serem realizados, como ficou claro no jogo entre amigos de Ronaldo e Bebeto organizado no dia 27 de abril para a reabertura do Maracanã.
O estádio está cercado de várias controvérsias. O custo da obra ultrapassou um bilhão de reais, o dobro do previsto, e a licitação foi suspensa em razão de irregularidades.
"Com o esforço conjunto de todas as partes tudo ficará pronto à tempo. Fizemos algumas concessões em relação aos prazos de entrega dos estádios, o que não poderá ocorrer para a Copa do Mundo", explicou o secretário-geral da Fifa, o francês Jerôme Valcke.
Os 12 estádios do Mundial precisam ter suas obras concluídas até o dia 31 de dezembro deste ano. Além das seis cidades-sede da Copa das Confederações, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Natal, Cuiabá, Manaus também receberão partidas.
O estádio que que mais preocupa é o Itaquerão de São Paulo, que enfrenta problemas no repasse de verbas do BNDES.

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