A liberação do Estádio Uady Chaiben para o futebol profissional marca o fim do ostracismo daquele campo. Construído em meados da década de 1960 – nenhum órgão da prefeitura soube precisar a data exata da inauguração –, o estádio sempre esteve ligado ao futebol amador da cidade. Daí a sugestão do nome de Uady Chaiben para batizar o local.
Chaiben, libanês nascido em Beirute em 1901, chegou ao Brasil em 1924 e instalou-se em Ponta Grossa. Por volta de 1942, veio a Londrina para gerenciar a Rádio Londrina a convite de Raul Pedro Dal Col. Trabalhou ainda nas rádios Alvorada e Difusora fazendo contato publicitário. Apaixonado pelo esporte, foi diretor da Liga Regional de Futebol, do Conselho Municipal de Esporte, da Autarquia Municipal de Esportes e da Associação de Xadrez. Foi ele quem implantou o primeiro sistema de som no Estádio VGD. Uady Chaiben faleceu no dia 23 de julho de 1967 vítima de hepatite. Três meses depois, a Câmara de Vereadores aprovou o projeto de lei dando seu nome ao estádio dos amadores.
O estádio foi cedido para times profissionais como o Café Futebol Clube, time que disputou a segunda divisão do Paraná na década de 80. Entre 95 e 96, o estádio esteve com o Matsubara que fracassou na tentativa de mudar-se para Londrina. Somente com a volta da Lusa ao futebol profissional há quatro anos é que o local passou a ganhar roupagem nova. O clube foi adequando aos poucos o estádio às exigências da Federação Paranaense e esta semana conseguiu a liberação para mandar seus jogos lá.
Quem for ao Santa Terezinha hoje vai encontrar um estádio confortável, garante Amarildo Vieira. Ele promete instalar uma placa identificando o estádio.

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