Estádio que jogou a seleção não está concluído
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quinta-feira, 20 de novembro de 2003
Luiz Claudio Oliveira<br>Equipe da Folha 
Curitiba A atração principal era a seleção brasileira, mas a passagem dela foi rápida e, quando partiu, restou o Pinheirão como símbolo da administração Onaireves Moura frente à Federação Paranaense de Futebol (FPF). As obras de remodelação do estádio, concluídas neste ano, consumiram mais de R$ 9 milhões, mas, mesmo assim, o estádio ainda está longe de ser um exemplo de organização ou mesmo de arquitetura.
Desde a sua concepção, ainda na década de 70, a construção do estádio esteve cheia de falhas e controvérsias. Até hoje existem brigas judiciais com famílias que se sentiram lesadas com desapropriações. O Estado também sofreu contestações por ter alienado o imóvel em benefício da Federação. Além disso, o estádio nunca foi concluído conforme o projeto inicial, baseado na euforia por superestádios da década de 70, que é hoje uma concepção totalmente ultrapassada. Foi construído sobre um lençol d'água e por muitos anos algumas de suas dependências, inclusive os túneis de entrada de jogadores e árbitros, ficavam totalmente alagadas a qualquer chuva um pouco mais forte.
Problemas com chuva devem continuar. A antiga cobertura das cadeiras superiores, instalada já por Onaireves Moura no início da década de 90, não foi trocada e ela pouco protegeu os que pagaram entre R$ 150,00 e R$ 180,00 o ingresso para o jogo da seleção, procurando um pouco mais de comodidade.
Pior deve ter sido para os que compraram ingressos para os camarotes no lado oposto às cabines. O preço foi de R$ 300,00, o mesmo que os camarotes já existentes, mas o conforto ficou a desejar e certamente causou irritação nos compradores. Ontem, no dia da partida ainda estavam sendo concluídos e o improviso era notável.


