Curitiba - O Grêmio espera lotar o Estádio Olímpico, em Porto Alegre, para a partida contra o Paraná Clube, amanhã, às 16 horas. Promoção de ingressos e o marketing de apoio ao clube que quer fugir do rebaixamento deve atrair pelo menos 30 mil gremistas ao estádio. Nada disso está assustando o Tricolor paranaense, que ao contrário do que pensam os gaúchos, quer tirar proveito da presença da torcida.
Torcida grande em jogo de time em crise tanto pode ajudar quanto atrapalhar. É no que parece acreditar o técnico Saulo de Freitas. Ele tem confiança que, se o Grêmio não marcar um gol até os 30 minutos, a torcida começará a ficar revoltada e deixará o adversário ainda mais nervoso do que já está.
O treinador paranista também acredita que se o seu time sair na frente do marcador poderá se aproveitar dos espaços que devem aparecer para os contra-ataques. ''O Paraná é um time que marca muitos gols e tem um contra-ataque rápido. Se eles vierem para cima, vamos aproveitar'', revela Saulo.
Os jogadores têm evitado falar a respeito do reencontro com o técnico Adilson Batista. O técnico que hoje dirige o Grêmio teve uma saída tumultuada do Paraná Clube, reclamando de falta de profissionalismo de diretores e jogadores. Estes, por sua vez, deram a entender que o trabalho de Adilson estava tirando a alegria de jogar dos atletas. Hoje, no entanto, os jogadores elogiam o técnico, que auxiliou no aprimoramento de fundamentos da equipe.
O atacante Renaldo, artilheiro do time, com 24 gols marcados, vai direto ao assunto: ''Uma coisa é o treinador fora de campo e outra é o jogador dentro de campo. Temos que usar nossa criatividade e fazer coisas que ele não espera'', afirmou.

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