Curitiba - O estádio do Pinheirão, avaliado em R$ 66.635.550,00, não recebeu nenhuma proposta no leilão realizado na tarde em ontem, na 1 Vara de Execuções Fiscais, em Curitiba. Abandonado há anos, a estrutura de 124 mil metros quadrados foi posta à venda para que a Federação Paranaense de Futebol (FPF) consiga quitar suas dívidas, que estão em torno de R$ 63 milhões.
Com isso, segundo o responsável pelo leilão, o leiloeiro Jorge Dali Nogari, um segundo leilão será realizado no próximo dia 20. Nesta data, o lote será ofertado por um valor inferior, algo em torno de 50% do valor inicial. ''Tivemos alguns interessados presentes, mas o valor é alto, além do pagamento ter que ser à vista. Por isso acredito que não foi dado nenhum lance, mas no próximo leilão acredito que os lances vão aparecer'', informou.
Qualquer pessoa poderia participar do processo e dar um lance para tentar arrematar o Pinheirão. Entretanto, o pagamento teria que ser feito à vista, assim que a compra fosse acertada. Isto ficou definido porque o INSS é um dos credores da FPF e não autorizou o pagamento parcelado.
Desde o dia 1º de setembro, a FPF recebeu carta branca de seus afiliados (clubes e ligas) para vender a área do estádio pelo valor mínimo de R$ 60 milhões. O objetivo da Federação é de que, com o dinheiro arrecadado, possa resolver todas as pendências. Os principais credores do passivo da obra, que atualmente está interditada, são o INSS (R$ 40 milhões), a Prefeitura de Curitiba (R$ 8 milhões) e o Clube Atlético Paranaense (R$ 15 milhões). O estádio foi lacrado em 2007 e, desde este ano não recebeu mais partidas de futebol. O último jogo foi entre Paraná Clube e Fluminense, pelo Campeonato Brasileiro (1 a 0), ainda em 2006.
Não é a primeira vez que o estádio se vê envolvido nessa situação. Em 2007, ele foi arrematado pela empresa Madeshopping, pertencente ao Grupo Tacla, por R$ 11,2 milhões. A negociação mais tarde foi suspensa pela 2 Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná, por conta do baixo valor.

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