Curitiba Não foi aquilo que o torcedor esperava. Nem o desempenho da seleção brasileira, nem o resultado da partida e nem as tão propagandeadas reformas do Pinheirão agradaram as apenas 17.652 pessoas que pagaram ingressos para ver o empate em 3 a 3 entre Brasil e Uruguai, na partida válida pela quarta rodada das Elminatórias da Copa do Mundo de 2006. O público total foi de 23.464 pessoas quando 31 mil ingressos foram colocados à venda.
Foram muitas as reclamações que chegaram aos veículos de comunicação e até às 17 horas de ontem eram seis reclamações formais feitas no Procom de Curitiba com base no Código de Defesa do Torcedor. O próprio Procom esteve fazendo a fiscalização durante a partida com cerca de 15 fiscais e atendentes. Um relatório com as conclusões da chefia de fiscalização deve ser divulgado nos próximos dias.
As reclamações levaram o diretor da Federação Paranaense de Futebol, Joelson Pissaia, a pedir desculpas publicamente aos torcedores em uma entrevista na rádio CBN de Curitiba. ''Queria pedir desculpas aos torcedores que foram mal orientados e que não conseguiram assistir adequadamente ao jogo'', disse Pissaia. Ele também revelou que a Federação teve prejuízo com o jogo pois fica com cerca de 10% do total da renda e a maior parte vai para a CBF.
No entanto, em um documento assinado pela secretária da presidência da FPF, Cida Teixeira, ela está longe de pedir desculpas e joga parte da responsabilidade ao próprio torcedor. ''O Estádio do Pinheirão é o primeiro Estádio do Brasil a obedecer o Estatuto do Torcedor com as cadeiras numeradas, e naturalmente, por ser uma inovação poderia acontecer alguns problemas que seriam normais e resolvidos, caso o torcedor procurasse o orientador'', escreveu a secretária que se assina como ''desportista paranaense''.
O publicitário londrinense Yuri Silveira é um dos que não gostou nada do que viu e sentiu no ''novo'' Pinheirão. Ele e mais um grupo de oito amigos primeiro tiveram dificuldades em encontrar lugar. Depois, apesar de terem pago R$ 80,00 pelo ingresso, não encontraram cadeiras numeradas, apenas bancos de madeira. Como se não bastasse, um cano de esgoto estourou no setor onde eles estavam e o líquido fétido escorria por baixo dos bancos. O catarinense José Edgar Beraldi também pagou R$ 80,00 o ingresso, ams teve que assistir o jogo de pé. ''
Entre as reclamações no Procom, está a de uma pessoa que comprou um ingresso na cadeira 49 de uma fila que só tinha 45 cadeiras.
Todas as reclamações vão para uma mesa de negociação. Quem for do interior e quiser também entrar com uma reclamação formal no Procom pode fazê-la enviando uma correspondência com cópias de documentos como RG, CPF, comprovante de residência e cópia do ingresso para o seguinte endereço: Rua Francisco Torres, 206, Centro, Curitiba, CEP: 80060-130. Maiores informações podem ser obtidas pelo telefone 41 362-1512, ou pelo endereço na internet: www.pr.gov.br/procompr.

mockup