Está faltando atitude, diz Vecchi
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segunda-feira, 05 de abril de 2004
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
O técnico Ênio Vecchi já encontrou o motivo da instabilidade do Londrina/TIM nas partidas do Campeonato Nacional: a falta de atitude. Segundo o treinador, não é o lado emocional que está prejudicando a equipe em momentos decisivos. Na maioria dos 21 jogos disputados até agora, o time londrinense conseguiu manter a ponta no placar, abrindo entre dez e 15 pontos de diferença sobre os adversários e jogando bem, mas, no momento decisivo do jogo, algum fator influencia no rendimento dos jogadores e o adversário ou encosta ou passa à frente no placar. Muitas derrotas aconteceram assim.
''No jogo como o de ontem (domingo, contra a Ulbra), abrimos essa diferença excelente. O jogador tem que saber olhar o placar e manter o ritmo. É questão de atitude e não emocional. Contra o Paulistano e a Adeblu tivemos essa atitude. Apesar de alguns serem novos, eles são experientes. O time tem que aprender a ser vencedor'', avaliou Vecchi.
Os jogadores divergem sobre a questão. ''Não acho que o problema é emocional. No caso da Ulbra, eles reagiram no fim do jogo e não tivemos tempo para recuperar'', disse o pivô Ricardo Probst. Emocional? ''Pode ser que sim, acredito que sim. Não estamos mantendo a regularidade, apenas em alguns jogos conseguimos manter. Como está muito nivelado (o campeonato), se der mole é derrota na certa. É trabalhar a cabeça de cada um'', comentou o armador Hélio.
Enquanto tenta administrar o problema, seja emocional ou de atitude, Vecchi inicia a preparação para os dois próximos jogos, na Sexta-Feira Santa à noite contra o COC, em Ribeirão Preto, e no domingo de Páscoa, em Franca, contra os donos da casa. Nas contas do treinador, o time precisa de seis vitórias em nove jogos para se garantir nos playoffs e ele não quer deixar a decisão para as últimas partidas.
''A classificação depende só da gente. Temos jogadores de qualidade para voltar ao grupo dos oito (melhores) e não sair mais. Não podemos deixar nem o COC nem o Franca respirarem nestes jogos. Combustível para queimar temos. Foi pensando nisso que montamos esse elenco, com jogadores que podem revezar a qualquer momento sem perder o padrão de jogo'', afirmou.


