Está chegando a hora
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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Rafael Souza<br>Reportagem Local 
A hora da verdade está chegando para 18 atletas da equipe Madureira Taekwondo, de Londrina. Depois de meses treinando, o grupo viaja nesta quinta-feira para Vitória (ES), onde disputa, a partir do próximo sábado, a seletiva nacional fechada para a seleção brasileira.
É o principal campeonato do ano para os atletas. A chance de garantir uma vaga na seleção brasileira para o ano todo. E a pouco mais de dois anos da Olimpíada do Rio de Janeiro, ganha ainda mais em importância. "Na minha concepção, é a seletiva mais importante porque quem entrar agora vai ter contrato de remuneração mensal com a Confederação (Brasileira de Taekwondo CBTkd), além de, no mínimo, mais oito viagens para competições internacionais, e isso vai fazer o atleta crescer visando a seletiva de 2015, que será a da estabilização na seleção já para a Olimpíada", observa o técnico Fernando Madureira.
A expectativa dele é que a disputa seja acirrada em todas as 16 categorias. Disputam as duas vagas na seleção uma de titular e outra reserva os oito melhores do ranking nacional, além do titular e reserva de cada categoria. A Madureira Taekwondo, mesmo sem patrocínio e com cada atleta bancando suas próprias despesas, é o time com mais representantes confirmados no campeonato em Vitória. Segundo Madureira, ao todo 165 lutadores estarão em ação.
Géssica Lino, de 22 anos, não estava nessa lista até duas semanas atrás, quando recebeu a convocação depois que uma de suas concorrentes na categoria olímpica até 73 Kg se lesionou. Como já vinha treinando pesado, a proposta foi intensificar ainda mais os trabalhos para conseguir entrar na seleção pela primeira vez. "Fui a última a ser chamada e não tenho nada a perder. Sei que vai ser muito difícil, mas tenho bastante força de vontade", disse a taekwondista, que terá entre suas concorrentes a medalhista de bronze em Pequim-2008, a londrinense Natália Falavigna.
Nos últimos treinos antes da viagem, Madureira aproveitou para observar e realizar os ajustes que faltam para cada atleta. Na tarde de ontem, o treinador parou a atividade várias vezes para orientar os lutadores individualmente. Nem o forte calor atrapalhou. Pelo contrário. Acabou até virando aliado importante na luta para manter o peso ideal até o dia da luta.
"O que a gente tinha que ajustar já foi ajustado. O momento agora é de trabalhar mais o lado psicológico, controlar a ansiedade para não chegar na hora e colocar tudo a perder", afirmou Felipe Kenji, de 20 anos, que vai tentar manter a condição de titular na categoria até 63 Kg.


