Curitiba - Ao contrário de vários atletas brasileiros que estão buscando índice para os Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver, em 2010, uma esquiadora que disputou as duas últimas Olimpíadas de esportes na neve não pensa mais em disputar a competição. Aos 25 anos, Mirella Arnhold, filha do presidente da CBDN, Stefano Arnhold, esquia agora apenas por diversão.
  Ao lado do pai, Mirella também esteve em Curitiba no último fim de semana - foi a única mulher entre os 18 atletas que participaram do Campeonato Internacional na Neve, disputado em uma pista montada na Pedreira Paulo Leminski. Octacampeã brasileira de esqui, em campeonatos realizados geralmente no Chile ou na Argentina, Mirella disputou as provas de slalom gigante nas Olimpíadas de Inverno de Salt Lake City-2002 e Turim-2006. Na primeira ocasião, ficou na 48ªposição. Quatro anos depois, ficou em 43º, a última colocação entre as atletas que completaram a prova.
  Apesar de não ter chegado perto das primeiras posições em nenhuma das duas Olimpíadas, Mirella se considera vitoriosa. ‘‘Morando no Brasil, só o fato de participar de uma Olimpíada já é uma vitória’’, afirma. Os sacrifícios que teve que fazer para manter uma carreira no esqui, no entanto, forçaram Mirella a desistir de competições de alto nível. ‘‘Eu ficava em média três meses por ano fora do País. Não é fácil (competir no exterior), precisa de muita dedicação’’, declara.
  Por isso, após os Jogos de Turim, Mirella resolveu se dedicar novamente aos estudos. Ela voltou ao curso de Administração em uma faculdade de São Paulo, que havia trancado para se preparar para as Olimpíadas. (R.L./Equipe da Folha)

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