Ulsan - As relações entre os jogadores brasileiros e turcos, definitivamente, não são das mais amistosas. Após o zagueiro turco Ozalan dizer que vai párar o atacante Ronaldo com facilidade no jogo de estréia de Brasil e Turquia na Copa do Mundo, dia 3 de junho, em Ulsan, o meia-atacante Rivaldo rebateu. ‘‘Ele confia nele, só que o Ronaldo também está bem seguro’’, disse o jogador, criando um novo capítulo na guerra de provocações entre as duas seleções.
As provocações entre Brasil e Turquia começaram no início da semana, quando o lateral Roberto Carlos disse que bastaria a seleção jogar 40% do que sabe para vencer os turcos. A reação surgiu nas entrevistas dos jogadores adversários e até em declarações do chefe da delegação turca no Mundial. As confusões continuaram na última quinta-feira: o espião brasileiro Gilson Nunes foi flagrado no treino da seleção turca e os dirigentes devem entrar com uma representação formal contra ele na Fifa.
O único jogador que parece imune a essa ‘‘guerra de nervos’’ é o atacante Sukur. Amigo pessoal de Ronaldo, o principal jogador turco foi ao hotel em que a delegação brasileira está hospedada em Ulsan.
O técnico da Seleção Brasileira, Luiz Felipe Scolari, tem submetido os jogadores a uma overdose de vídeos com fragmentos de jogos da Turquia. A seleção turca também estudada em detalhes pela comissão técnica do Brasil, é considerada o adversário mais difícil da primeira fase. ‘‘Por ser estréia, pela ansiedade e nervosismo, o jogo contra a Turquia vai ser o mais difícil’’, disse o zagueiro Lúcio.
Apesar do nervosismo da estréia, Scolari quer a equipe jogando bem, para que fique mais tranquila em relação à classificação para as oitavas-de-final. ‘‘Temos que jogar mais que 50% do que podemos e melhor do que jogamos nos amistosos para dizer que temos possibilidade futura’’, comentou o técnico, que já exibiu os vídeos sobre a Turquia três vezes aos jogadores.

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