Esquema ofensivo sobrecarrega volantes
Nuremberg - O esquema com quatro jogadores ofensivos, entre o meio-campo e o ataque, ganha simpatia de torcedores e aos poucos se firma como opção mais viável para a seleção. Mas, para que Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Adriano e Robinho possam soltar-se e ir para cima de zagueiros rivais, outros dois titulares precisam se desdobrar. Há sete partidas, Emerson e Zé Roberto passaram a correr mais, aumentaram a tensão e o desgaste físico. Agora como nunca para ambos cabe a imagem de carregadores de piano, de operários da bola que se esforçam para que os solistas da orquestra pentacampeã do mundo sobressaiam e decidam com seus gols.
''Não vou dizer que está fácil'', admitiu Emerson, que saiu esgotado do jogo com a Alemanha. ''O esquema é bom, mas eu e o Zé corremos muito, temos de ficar mais atentos e qualquer erro nosso pode ser fatal'', constatou.
As áreas de atuação estão bem definidas, pois Emerson fecha o lado direito e Zé Roberto fica com o esquerdo. A diferença entre ambos está no fato de que o segundo com alguma frequência aparece no ataque, se os outros estiverem marcados, e se transforma em alternativa para chutes a gol. ''Nem sempre isso é possível'', ressalta Zé Roberto. (Agência Estado)





