Poucos torcedores foram ontem ao Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba), às 11 horas, receber a Seleção.
Escoltados por um forte e excessivo aparato policial, que mais lembrou uma visita presidencial; os jogadores não conversaram com a imprensa nem com as pessoas que estavam no saguão de desembarque. Eles saíram pelos fundos e foram diretamente para o Centro de Treinamento do Caju, em Umbará.
Entre tanto isolamento, as exceções foram o lateral-direito Alessandro, que joga pelo Atlético Paranaense, e o meia Alex, que esteve na capital para discutir a liberação de seu passe. Ambos chegaram pela entrada principal do aeroporto e não escaparam dos comentários.
‘‘Alex, vê se joga bola contra o Panamᒒ, disse um torcedor. Mais crítico, um garoto desdenhou o autógrafo do meia. ‘‘Ele apenas rabiscou. Precisa cinco assinaturas dele para valer uma do Romário’’, reclamou mostrando a caderneta.
Alheio a isso, Alessandro disse que irá treinar bastante para ganhar uma chance de jogar contra o Panamá. ‘‘Conheço bem o campo da Arena e espero entrar na partida. Será um bom teste’’, disse o atleta.
Na opinião de Alex, o Brasil não pode levar em conta a pressão que fazem em relação à partida contra o Panamá. ‘‘É uma preparação, mas o importante é estarmos bem contra o Paraguai pelas eliminatórias. Espero que a torcida paranaense compareça ao estádio e incentive a nossa seleção’’, afirmou. A seleção do Panamá, adversária do Brasil, chegou ontem à noite e hoje realiza seu primeiro treino no Estádio Durival de Brito, do Paraná Clube.

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