São Paulo, 5 (AE) - Com um esquema especial de segurança
com 550 policiais, houve poucos tumultos nas proximidades do estádio. O 2.º Batalhão de Choque da Polícia Militar cercou a Praça Roberto Gomes Pedrosa, em frente do portão principal, e separou os torcedores corintianos dos são-paulinos por meio de grades de ferro. No entanto, confrontos entre facções rivais aconteceram em outros pontos da cidade.
O pior foi nas proximidades do MorumbiShopping. Segundo informações do major Marcos Marinho, sub-comandante do 2.º Batalhão, seis torcedores do São Paulo em um Kadett vermelho, que saíram do Grajaú em direção ao estádio, foram detidos após terem ferido com tiros três pessoas, possivelmente do Corinthians, na porta do shopping. "Desconfiávamos que pessoas do Grajaú frequentavam o estádio com armas, então, deslocamos um veículo policial para seguí-los", disse Marinho.
Dessa forma, a prisão foi fácil. Os torcedores foram enviados para o 34.º Distrito Policial e podem ser indiciados por tentativa de homicídio. No Kadett, foi apreendido um revólver calibre 38, seis cartuchos deflagrados e bombas de fabricação caseira. Os feridos foram encaminhados ao Pronto Socorro de Santo Amaro. Na Estação Sé do Metrô, um tumulto acabou causando a prisão de quatro corintianos, dois por roubo e dois por desordem.
No estádio, o clima foi de relativa tranquilidade, uma vez que houve uma rígida separação das torcidas - os são-paulinos entraram pelos portões 3,4,5 e 6, pela Avenida Padre Lebret, enquanto que os corintianos tiveram acesso pelos portões 15, 16 e 18, pela Avenida Giovanni Gronchi. Apenas as bilheterias laterais funcionaram, sem aglomeração de torcedores. Os postos centrais foram fechados por causa do cerco policial. "A intenção é tentar isolar, de todas as formas possíveis, as torcidas rivais", declarou o major Marinho.
Apesar do esforço da PM, alguns corintianos, com ingressos de cadeiras cativas, sofreram agressões. Seus bilhetes eram para o setor azul, reservado para são-paulinos. Na tentativa de entrar pelo mesmo portão, os que usavam camisas do clube alvinegro não conseguiram escapar da ira tricolor. A polícia contou com o apoio dos líderes das duas principais torcidas uniformizadas envolvidas na partida, a Independente e a Gaviões da Fiel. Diretores de ambas as facções estavam em frente do portão principal conscientizando seus seguidores a deixar a violência de lado.

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