ESQUADRÃO ARAPONGUENSE - O time dos sonhos do basquete paranaense
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domingo, 14 de novembro de 2004
Gilmar Agassi<br> Reportagem Local 
Zinzinho, Zinzão, Bressan, Zé Preto, Peta, Scarpini e Urbano. Comandados pelo técnico Dirceu Marino, esses jogadores formaram um dos maiores times da história do basquete do Paraná e, sem exageros, do País. Entre os anos de 1969 e 1982, o esquadrão araponguense ganhou 10 títulos dos Jogos Abertos do Paraná (JAPs), além de outros inúmeros títulos estaduais e regionais. Se não bastasse, por vários anos Arapongas representou o Paraná na Taça Brasil de Clubes e seus jogadores formavam a base da seleção paranaense de basquete.
A gloriosa história do basquete da ''Cidade dos Pássaros'' está diretamente atrelada aos JAPs. Afinal, foi em 1957, ano da criação dos Jogos pelo curitibano Reynaldo Ramon, que Arapongas teve seu primeiro time disputando competições. Foi um grupo de jovens atletas, alunos do Colégio Estadual Emílio de Menezes, que teve a responsabilidade de representar a cidade na competição realizada em Londrina. E os meninos voltaram com um honroso quarto lugar para casa.
A semente do sucesso do basquete de Arapongas foi plantada no ano de 1959, com a chegada do jovem Dirceu Marino à cidade. Recém-formado em educação física no município paulista de São Carlos, ele recebeu a incumbência de reestruturar o esporte então conhecido como bola ao cesto e formar uma equipe forte para enfrentar os rivais nos JAPs.
Os frutos do trabalho de Marino começaram a ser colhidos em 1961, ano em que Arapongas sediou os Jogos Abertos. Com uma equipe formada exclusivamente por jogadores locais, Arapongas chegou ao título, após vencer Cambé na final. Mas, a grande vitória naquela competição foi na semifinal contra Cornélio Procópio, o grande rival da época. O time araponguense era formado por Zezito, Nelson, Osnildo, Tristão, Tetsuo, Flávio, Promessinha, Pedroso e Jamil.
O comerciante Jamil Cury, 62 anos, recorda que os arredores da quadra do Clube Comercial ficavam completamente lotados pela torcida que apoiava a equipe. O professor aposentado Dirceu Marino, 65, brinca que naquela época, além de instruir os jogadores, o técnico tinha que ser perito em enxugar a quadra, já que não existia cobertura. ''Ficávamos com galões de álcool ao lado da quadra para secar mais rápido'', recorda.
Para comemorar o primeiro título do basquete local, a prefeitura convidou o campeão brasileiro Sírio, de São Paulo, para participar de um jogo festivo. Os paulistas formavam a base da seleção brasileira e contavam com jogadores como Amauri Passos, um dos maiores nomes do esporte brasileiro. ''Só não me pergunte o placar'', desconversou o técnico, sobre a esperada derrota para os paulistas.
Nos anos seguintes, Arapongas continuou a realizar boas campanhas nos Jogos Abertos, mas sem o mesmo sucesso obtido em 1961. Segundo Marino, cidades como Londrina e Maringá se reforçaram com atletas de outros estados e passaram a dominar o basquete paranaense.


