Esposa levou lateral para Bandeirantes
Enquanto a maioria dos jogadores passou cada parte da vida com uma mulher diferente, De Sordi fez o caminho inverso e em 2006 completa 48 anos de casamento. ''Nos casamos dois meses antes de ele ir para a Copa da Suécia'', recorda a esposa Celina Maria Rensi De Sordi.
É nela que o campeão do mundo se apóia na fase difícil pela qual vem passando. Dona Celina garante que nada atrapalhou o amor dos dois, nem mesmo a fama de mulherengo e boêmio que os jogadores de futebol carregavam, ou carregam. ''Nunca tive ciúmes. Tive quatro filhos em três anos e meio. Era uma parceria muito boa. Ele era o artista e eu cuidava da casa e dos filhos'', contou.
E foi a esposa que convenceu De Sordi a deixar a capital paulista e desembarcar em Bandeirantes para defender o União Bandeirante, em 1965. As irmãs de dona Celina eram casadas com os folclóricos irmãos Meneghel, que administravam o time. O ex-lateral jogou seis meses no União até que decidiu virar treinador. ''Era o único técnico que perdia o jogo e não caía'', brincou De Sordi.
Aos poucos, ele foi comprando áreas de terra e deixando o futebol de lado, até que abandonou de vez, trocando Piracicaba (SP), onde nasceu, por Bandeirantes. No Norte Pioneiro, também viu um dos filhos, Nilton De Sordi Júnior, ser eleito prefeito pelo PSDB. (T.M.)





