Esportistas solicitam patrocínio ao 'Papai Noel'
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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
Que presente de Natal você gostaria de ganhar? A FOLHA fez essa pergunta a vários esportistas de Londrina e ouviu as mais variadas respostas. A maioria pediu saúde para continuar treinando em alto nível e patrocínio para poder competir. Mas alguns deram respostas bem específicas, como a técnica de futsal feminino da Unopar/FEL/Sercomtel, que simplesmente pediu ''gols'' para o seu time. ''Meu time este ano manteve um bom nível técnico, mas desaprendeu a fazer gols. Isso nos custou a eliminação no Paranaense e na Liga Nacional'', lamentou a treinadora.
Vanda disse que ''saúde e paz'' é algo que ela sempre pede e deseja a todos. ''Mas um melhor desempenho da equipe no ano que vem é o que eu mais pediria de presente. Nossa grande decepção foi não termos chegado à final do Paranaense este ano. Uma equipe com o nosso investimento e com a tradição que temos no Estado não poderia de forma alguma ficar de fora'', sentenciou. A técnica adiantou que a Unopar já confirmou a continuidade do patrocínio para 2009 e só está esperando, para janeiro, uma resposta da reitoria sobre um possível reforço no orçamento.
Vanda aproveitou para cobrar das empresas da região o apoio às equipes. ''O melhor presente de Natal que todos os times de Londrina gostariam de ganhar seriam novos patrocinadores privados. Afinal, temos hoje só três universidades e três empresas que fazem o seu papel. E as outras? Cadê?'', cobrou a treinadora, referindo-se às faculdades Unopar, Inesul e Instituto Filadélfia (Colégio Londrinense), e às empresas Sercomtel, Caixa e Consórcio União.
Márcia Menezes, 40 anos, atleta da equipe da Adefil (Associação dos Deficientes Físicos de Londrina) pediu também mais apoio de patrocinadores. ''Meu pedido, não só para mim, mas para toda a equipe de halterofilismo da Adefil (são sete pessoas), é que apareça uma empresa que possa nos patrocinar em 2009. Porque muitas vezes, para competir, temos que pagar a viagem do próprio bolso e fica caro'', reclamou.
A atleta lembrou que a Adefil já contabiliza resultados internacionais e por isso garante que a empresa patrocinadora teria visibilidade. ''Eu e o Dorival de Jesus Jorge fomos pela primeira vez a um Campeonato Sul-Americano Paraolímpico (em novembro deste ano) e ganhamos logo de cara uma medalha de ouro cada um'', ressaltou. Márcia venceu na categoria até 75 kg (levantou 90 kg) e Dorival na categoria até 56 kg (levantou 80 kg).
Problemas na Truck
Outro que fez um pedido inusitado ao Papai Noel foi o piloto Leandro Totti, da equipe Londrina Truck Racing, que teve o seu pior ano desde que entrou na Fórmula Truck, em 2003. O time não conseguiu nenhum pódio e o caminhão quebrou na maioria das provas da temporada. ''Se pudesse, eu pediria que esse ano fosse apagado com uma borracha e que voltássemos a 2007, quando fiquei em 4º lugar no campeonato'', solicitou.
Totti disse que pediria ao ''Papai Noel'' uma eletrônica ''prontinha'' para o seu caminhão Ford. ''Apanhamos demais este ano, porque o nosso engenheiro não conseguiu um acerto e o caminhão não rendeu nada'', lamentou. Mas seu principal desejo é outro: viabilizar a continuidade da equipe em 2009. Sim, porque no momento a situação financeira da Londrina Truck é incerta e ela corre o risco de fechar as portas se os patrocinadores não renovarem os contratos. ''Temos que confessar que estamos balançando para 2009. Nossos patrocinadores são multinacionais (Ford, Delphi, Mahle, entre outros) e com a crise mundial que se abateu sobre essas empresas, estão cortando investimentos em mídia. Daí seríamos afetados'', informou Totti.


