Esporte, um impulsionador da economia
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domingo, 28 de dezembro de 2003
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
A explosão do gol, seja no futebol, futsal ou handebol, da cesta no basquete, do ponto no vôlei, do game no tênis, da bandeirada nas competições de automobilismo, e de muitos outros pontos máximos do esporte movimenta muito mais do que a alegria do torcedor ou do atleta, movimenta muito dinheiro pelo mundo, algo em torno de US$ 1 trilhão.
Além de ser uma das melhores maneiras de cuidar da saúde, o esporte impulsiona a economia do País, seja na geração de empregos diretos e indiretos ou na movimentação de bilhões de reais. Para se ter uma idéia do tamanho do bolo, somente a indústria esportiva no Brasil, movimenta em média R$ 31 bilhões por ano, o equivalente a 3,3 % do Produto Interno Bruto (PIB).
Em Londrina a situação não é diferente. A projeção esportiva que a cidade ganhou nos últimos anos, com várias modalidades tendo destaque em competições nacionais, fez com que o esporte se tornasse um dos carros chefes da economia local. Em épocas de alta temporada, setores como o hoteleiro, de alimentação, lazer e o próprio comércio são beneficiados.
''O esporte é um impulsionador da economia. É fundamental para alavancar o nome e os investimentos na cidade. O basquete, o handebol e a Ginástica Rítmica levaram o nome de Londrina para o Brasil e para o mundo, o que nos dá um retorno financeiro muito grande'', afirma o secretário Municipal de Planejamento, Marcos Defreitas.
Corridas como a Stock Car e a Fórmula Truck, que além da competição são shows à parte, atraem milhares de pessoas ao Autódromo Internacional Ayrton Senna e geram centenas de empregos temporários. Cerca de 40 mil pessoas assistiram à etapa da competição de caminhões deste ano em Londrina. Muitas delas eram de outros locais e passaram mais de dois dias na cidade, se alimentando, dormindo e participando de atividades de lazer.
''O esporte é um fenômeno do século XXI e tem que ser dado a ele a importância como tal'', comenta o diretor técnico da Fundação de Esportes de Londrina (FEL), Ariobaldo Frisséli, o Dedé. O órgão investiu este ano R$ 2,8 milhões em 62 projetos esportivos de diferentes modalidades e vai repetir a dose em 2004. Além desse montante, a FEL ainda gasta cerca de R$ 900 mil anuais com pagamentos de salários dos 30 funcionários dela e com outras despesas.
Além desse dinheiro todo, cada um dos beneficiados também oferece a sua contrapartida, o que aumenta mais ainda o valor. Mas para quem acha que o investimento foi jogado fora, os números provam o contrário. O Londrina/Aguativa, por exemplo, investiu cerca de R$ 480 mil para o Campeonato Nacional 2003, sendo R$ 360 mil oriundos da FEL e R$ 120 mil do Aguativa Resort, patrocinadora do clube. A equipe terminou a competição na quinta colocação e teve a melhor média de público da fase de classificação com 4,5 mil pessoas por jogo. O resultado disso, foi um retorno de mídia de quase R$ 5 milhões de acordo com uma pesquisa feita pela Confederação Brasileira de Basquete (CBB), a terceira melhor do interior do Brasil perde para Uberlândia e Araraquara, respectivamente.
Esses números atraíram novos patrocinadores e fizeram com que o investimento para 2004 aumentasse. A telefônica multinacional italiana, TIM, é o maior deles, com R$ 200 mil.
O retorno não é somente em dinheiro vivo. A imagem das empresas que apoiam o esporte aparecem inúmeras vezes em fotos de jornais e revistas, imagens de TV além de figurarem entre palavras de narradores e repórteres de rádio e televisão. Afinal, quanto custariam inserções em canais como Sportv ou Globo, ou em jornais como a própria Folha durante todo um campeonato? Com certeza muito mais do que as empresas investiram patrocinando clubes ou atletas.
''O esporte é um bom investimento. Dá retorno maior de imagem do que de vendas, mas você associa seu produto à imagem de coisas saudáveis'', avalia o diretor de marketing do Londrina Basquete Clube (LBC) e diretor comercial do Aguativa Resort, principal patrocinador do time em 2003, Gilberto Neszlinger.


